icons.title signature.placeholder RADAR/LANCEPRESS!
24/11/2014
13:47

O ano de 2014, sem dúvidas, ficará marcado no Vasco. Nem o torcedor mais pessimista poderia crer que o retorno do Cruz-Maltino à elite do futebol brasileiro seria tão sofrível. Não bastasse isso, fora das quatro linhas, o clube contou com verdadeiros momentos de tempestade. A eleição presidencial do Vasco foi uma das mais tumultuadas e turbulentas dos últimos tempos. Mas, enfim, o time de São Januário carimbou o passaporte para a Série A. O zagueiro Rodrigo, em entrevista ao canal ESPN, fez um balanço do ano.

- Pelo começo de ano nosso, se for colocar no Estadual, era a melhor equipe do Carioca. Chegamos na final e aconteceu aquilo, a derrota para o Flamengo. Depois da final o que atrapalhou foi um pouco foram as lesões dos principais jogadores, logo no início da série B. O time não tinha as peças para suprir à altura os que saíram e nosso grupo não é recheado de opções para suprir ausência de companheiros. Teve muita mudança na equipe e não repetimos o que aconteceu no Carioca, que era manter um time por três jogos. Veio os jogos que perdemos o mando. A torcida não podendo entrar. Mas felizmente, mesmo sem a tranquilidade que era esperada, chegamos no objetivo que era o acesso. O segundo objetivo, o título, não deu - explicou o defensor, que apesar de ressalvas, classificou 2014 como "bom":

- Vejo o ano como bom para mim. Aquilo que foi colocado foi executado e conseguimos subir para Série A.

Rodrigo afirmou também que o ambiente externo teve certa influência dentro do gramado ao longo da temporada.

- Eleição todo o panorama político do clube, acabou afetando. O jogador não fica a par do que acontece mas ele lê e sabe o que acontece e isso atrapalha um pouco. Somando tudo isso não tinha como a gente ter uma campanha tranquila para disputar o título - disse.

Por fim, Rodrigro afirmou que a chegada de Joel Santana ao comando do Vasco deu maior tranquilidade para o grupo.

- Com Adilson (Batista), ele era muito cobrado no Vasco e quando um técnico é cobrado, a cobrança para o jogador vai junto. A chegada do Joel tirou um peso dos jogadores. Pois estávamos atuando no limite e os resultados não estavam vindo. Joel chegou e ele tem aquilo de paizão, brinca mais, assumiu uma parte da cobrança e aliviou a pressão da torcida, que não pegou no pé dele até mesmo pela historia que ele tem no Vasco. Com Joel tivemos maior tranquilidade no vestiário e no dia a dia. Diferentemente do Adilson que era sempre à flor da pele. Era isso que nos ajudou nesta reta final - finalizou.