icons.title signature.placeholder Guilherme Abrahão e Sérgio Arêas
19/11/2013
06:36

Sete dias, duas vitórias e seis pontos. Este é o breve histórico de Dorival Júnior pelo Fluminense. Os números, porém, não são capazes de revelar o efeito transformador que o novo técnico causou no elenco tricolor.

Há uma semana, Dorival era apresentado, no vestiário das Laranjeiras, ao grupo que iria comandar. O moral estava lá embaixo. Também pudera. O Fluminense havia passado o mês de outubro inteiro sem uma vitória sequer e iniciava novembro na mesma toada. Já não vencia há nove jogos.

A conversa, em tom motivador, bem ao estilo Abel Braga, muito querido pelos jogadores, agradou em cheio e veio contrapor o estilo de Vanderlei Luxemburgo, o antecessor, conhecido e recriminado no clube pelos diálogos ríspidos e as broncas públicas.

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Não à toa, nas entrevistas após as vitórias sobre Náutico e São Paulo, os jogadores fizeram questão de ressaltar a importância do novo treinador para a boa sequência que o Flu conseguiu.

– Dorival chegou com um pensamento muito positivo, conversando com cada atleta, juntamente ao grupo, lembrando a cada um a história que tem pelo Fluminense, no futebol, tudo que já conquistou. Disse que estava disposto a nos ajudar, todos se ajudaram, o grupo entendeu, viu tudo o que ele queria e nos fechamos ainda mais – disse o zagueiro Gum, herói do triunfo no último domingo.

A vitória sobre o São Paulo realmente mexeu com os jogadores. O gol de Gum, aos 43 minutos da segunda etapa, emocionou. A ponto de os jogadores não segurarem a emoção e irem às lágrimas no vestiário. Na coletiva, o treinador pediu serenidade e lembrou como encontrou os atletas na apresentação.

– Não podemos nos deixar levar. É só lembrar que semana passada todos estavam desesperados.

CONTRATO CURTO RENDE CRÍTICAS

O contrato de apenas cinco jogos, ou dois meses, assinado por Dorival Júnior com o Fluminense rendeu algumas críticas. Primeiro, o também treinador Celso Roth afirmou que a decisão de Dorival era arriscada e depois foi a vez de Juninho Pernambucano, ex-comandado do treinador nos tempos de Vasco, ainda neste ano. Questionado se a decisão era assustadora, Juninho não titubeou e respondeu diretamente.

– Assusta. Todos têm o direito, mas não acho que seja o ideal para os treinadores do futebol brasileiro. Se o Vasco cair, ele será considerado o técnico que salvou o Fluminense. Porém, passou mais de 20 rodadas no Vasco. Respeito a escolha, tivemos uma boa relação no Vasco – disse, à Rádio Globo.