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24/04/2014
21:52

O valor total de R$ 37,5 bilhões de custo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 vai aumentar e muito no que depender do prefeito carioca Eduardo Paes. Ele defendeu que quanto maior for o orçamento destinado às obras que fiquem como legado, melhor será para a população.

– Quanto maior for o custo relativo a obras de infraestrutura, maior será o legado para a cidade – disse Paes, ao participar de um hangout, entrevista com transmissão ao vivo pela internet, na noite desta quinta-feira. Os participantes do debate mediado pela jornalista Mariana Procópio, da rádio Bandnews foram: Michel Castellar, do LANCE!Net, Caio Barbosa, de O Dia, Italo Nogueira, da Folha de S. Paulo; e Jamil Chade, do Estado de S. Paulo.

O orçamento somente para obras infraestruturais já totalizou R$ 24,1 bilhão. O prefeito do Rio aproveitou para alfinetar os cariocas que reclamam da quantidade de obras que têm conturbado o dia-a-dia da população.

– As pessoas cobram legado, mobilidade e não querem obras na cidade. Assim, não dá – frisou Paes.

O prefeito do Rio voltou a falar sobre as críticas feitas pelas Federações Internacionais e as medidas tomadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em relação aos preparativos da cidade para os Jogos. Destacou que alguns dirigentes fizeram uma tempestade em copo d'água.

– Obra que não temos mais gordura é Deodoro. Erramos ao demorar e tomar algumas decisões. Mas terminaremos a tempo – assegurou o prefeito carioca.

Paes revelou que deverá se encontrar nos próximos dias com o diretor do COI, Gilbert Felli, que chegou na manhã desta quinta-feira ao Rio.

Durante 1h40 de entrevista, Paes procurou responder às perguntas com descontração. Em alguns momentos, chegou a brincar ao dizer, por exemplo, que não estava nem aí para os Jogos, ao ser indagado sobre os problemas de segurança nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), instaladas nas favelas.

De acordo com o prefeito, a questão de segurança não está ligada aos Jogos, mas ao cotidiano do Rio. E, por isso, a preocupação com a resolução do problema é para o quanto antes e não só em 2016.

Em outro momento, ao ser indagado sobre a despoluição da Baía de Guanabara e desafiado a tomar um banho no local em 2016, saiu pela tangente e não se comprometeu com o desafio.