icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese e Rodrigo Vessoni
29/12/2013
09:01

Para contratar Mano Menezes, o Corinthians precisou resolver uma questão interna do CT Joaquim Grava. O presidente Mário Gobbi Filho afirmou que era preciso que o treinador e o gerente Edu Gaspar tivessem aparado as arestas, de uma rusga que ficou quando o dirigente era jogador de Mano, em 2009 e 2010. Segundo Gaspar, a questão está resolvida.

– Não ficou clima nenhum, nada. Não temos nenhum problema, longe disso. Já nos encontramos diversas vezes depois que ele saiu, a Seleção veio ao CT Joaquim Grava e ele era o treinador, depois nos encontramos em outras premiações, conversamos normalmente, sem problema nenhum. No Corinthians não temos vaidades, vamos unir forças, trabalhar em prol do clube – disse o gerente alvinegro, ao LANCE!Net.

Quando Edu se aposentou, em janeiro de 2011, ele não escondeu a mágoa com Mano Menezes. Na época, disse que o diálogo era quase inexistente. Em vários momentos, chegou a dizer que era difícil conviver com o treinador que, agora, será seu subordinado. Com Tite, Edu era a voz da diretoria no campo, dando conselhos em escalações, ouvindo os problemas da comissão técnica e elenco – ou seja, o diálogo era bem aberto.

Edu garante que não teria problema em seguir com tal rotina. É possível que Alessandro, que se aposentou no fim do Brasileirão e que tinha com relacionamento com Mano no passado, seja a ponte entre os dois.

– Não existe essa história de alguém precisar se adaptar. Desde o Andrés (Sanchez, ex-presidente), temos uma linha definida, um modo de trabalho que vem dando certo. Temos o Mário, Duílio e Roberto (diretores) que conduzem muito bem as coisas, é um trabalho em conjunto no dia a dia. Estamos cada vez mais fazendo um trabalho bacana – disse.

– Não tem segredo para o Mano. Ele é vivido, experiente o suficiente para saber como será o trabalho, conhece muito bem o clube, já viveu isso e teve sucesso – completou Edu.

A segunda passagem do ex-volante pelo Corinthians foi ruim. Edu fez apenas 27 jogos e não marcou gol. No Brasileirão-10, participou de apenas quatro partidas. A falta de oportunidades com Mano também foi rotina com Adilson Batista e Tite, que só escalou uma vez, por quatro minutos.

FRASES:

Edu Gaspar, volante, em 2011

"Eu estava me sentindo uma pessoa com pouca utilidade. Minha relação com ele (Mano) era ótima no começo. Depois, ficou difícil, nos falávamos muito pouco, a atenção que ele me dava era muito pouca...O treinador tem de tratar a todos da mesma maneira. Era disso que me queixava... Logo depois fui na sala dele, me abri, me expus, até coloquei coisas que eu achei que poderia melhorar no time, ele me ouviu. No fim, demos um abraço, e acabou tudo ótimo".

Edu Gaspar, gerente de futebol, em 2013

"Não ficou clima nenhum, nada. Não temos nenhum problema, longe disso. Já nos encontramos diversas vezes depois que ele saiu, a Seleção veio ao CT Joaquim Grava e ele era o treinador, depois nos encontramos em outras premiações, conversamos normalmente, sem problema nenhum. No Corinthians não temos vaidades, vamos unir forças, trabalhar em pról do clube".