icons.title signature.placeholder Bruno Giufrida
05/12/2013
07:03

Edu Dracena ficou “mal” acostumado no Santos. Em pouco mais de quatro anos de clube, levantou cinco taças, sendo capitão na principal delas, a Copa Libertadores de 2011. A doce rotina de conquistas, no entanto, acabou em 2013, quando a equipe ficou com o vice paulista e teve um segundo semestre não mais que regular após a venda de Neymar.

O zagueiro e líder do Peixe, no entanto, projeta dias melhores em 2014. Para que a fase vencedora retorne à Vila Belmiro, contudo, ele faz um aviso: é preciso aprender com erros cometidos neste ano.

Além de destacar a importância de um bom planejamento desde o início da temporada, o jogador acredita que bons resultados nas primeiras rodadas do Brasileirão, por exemplo, podem render o título da competição no fim do ano, como aconteceu com o Cruzeiro. A qualidade técnica do elenco e os prováveis reforços, como Diego e Vargas, empolgam o zagueiro.

Na entrevista concedida ao L!Net, o beque falou sobre as expectativas para 2014, sua carreira, a possibilidade de voltar a trabalhar com o técnico Oswaldo de Oliveira, entre outros assuntos. Confira:

2013 foi o seu primeiro ano sem títulos no Santos. Como vê isso e o que espera para 2014?
Não foi como a gente esperava. Imaginávamos um ano totalmente diferente, brigando por títulos, mas infelizmente só disputamos o Paulista (time foi vice). No Brasileirão, pretendíamos no mínimo conseguir uma vaga para a Libertadores. São lições que a gente tem que aprender, para que não venha acontecer novamente e que a gente entre em todas as competições para brigar pelo título até o fim. Que 2013 sirva de lição.

Acha que os erros serão corrigidos? Está otimista para 2014?
Vão chegar jogadores para reforçar nosso elenco. A gente viu que no Brasileiro você tem que ganhar os pontos nas primeiras rodadas, tentar distanciar, como o Cruzeiro, porque é difícil tirar a diferença depois. Tem de manter uma regularidade no ano e dentro das competições, que isso faz a diferença. E lógico que qualidade técnica a gente tem no elenco aqui. Podemos fazer uma boa temporada.

O Santos tentou a contratação do Ney Franco e agora está apalavrado com o Oswaldo de Oliveira. O que acha destes nomes?
Eu já trabalhei com os dois no Cruzeiro. Com o Oswaldo fiquei uma semana, depois fui vendido. Com o Ney Franco foram três ou quatro jogos no Brasileiro de 2004, estava no fim do ano, ele subiu da base. São grandes treinadores que vêm se destacando nas suas equipes. Acho que o treinador que vier vai pegar um grupo muito bom, um grupo fácil de lidar e colocar os métodos de trabalho em prática.

A maioria dos jogadores pediu a permanência do Claudinei, mas a diretoria optou pela saída dele. O que acha dele? Tem futuro?
Tem! A gente torce muito para que ele se dê muito bem. É uma pessoa boa, bacana, que está começando agora a carreira como treinador profissional e viu o quanto é difícil. Serviu de aprendizado esse ano para ele, e a gente torce pra que ele possa pegar um time e fazer o trabalho que almeja, porque a gente sabe que infelizmente a vida de treinador é assim, instável. Torcemos muito para que ele se dê bem.

Recentemente, Durval, Cícero e Léo reclamaram ou fizeram cobranças públicas à diretoria. O que acha disso? Quem está certo e errado nesses episódios?
É uma situação particular. Eu, graças a Deus, nunca tive problemas. Essa é um questão deles e da diretoria. É complicado de falar.

O que acha da possibilidade de o Santos adotar o Pacaembu?
Eu acredito que a primeira casa é a Vila Belmiro, é a primeira opção, mas se tiver outras opções, tenho ótimas recordações do Pacaembu, como o título da Libertadores. E a gente se sente em casa, um estádio gostoso de se jogar, onde a torcida do Santos também se sente bem assistindo aos jogos. Tem várias possibilidades, a diretoria está analisando, e vai decidir pela melhor.

Como tem sido formar dupla com Gustavo, de 20 anos?
Ele está começando agora e tem tudo para ser um grande jogador, chegar até na Seleção, porque qualidade técnica não lhe falta. Tudo o que a gente puder fazer para ajudá-lo vai ser feito. Estou sempre ali para orientar, fala sobre posicionando... Faremos de tudo pra que ele cresça ainda mais como jogador.