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03/07/2014
10:13

Hoje no Grêmio, a relação entre Edinho e Fernandão não começou no Internacional, onde jogaram muito tempo juntos. Na verdade, vem de antes, da França. O ex-capitão colorado ajudou o volante, então largado por um empresário na Europa, sem o conhecer. E virou uma espécie de Deus para o meio-campista.

Edinho precisava se alimentar dentro dos supermercados franceses. Não tinha dinheiro. Logo, comia e não pagava. Um empresário havia prometido chance em clubes da França. Doce ilusão. Só conseguiram testes na quarta divisão. E os agentes fugiram quando não tiveram lucro.

Sem falar francês, sem dinheiro e passando dificuldades, Edinho viu que Fernandão chegava ao Olympique de Marselha. Foi ao encontro do jogador, pediu ajuda. Fernandão bancou a passagem de volta de Edinho para o Brasil, praticamente sem o conhecer.

- Sem dúvida, foi o dia mais triste da minha vida. É até meio difícil de falar, foi um cara que no momento mais difícil e duro da minha vida, estendeu a mão sem me conhecer. Foi duro, a família toda sentiu muito. Não consegui ir ao enterro, queria os momentos felizes com ele na lembrança. É algo que não dá para acreditar, a gente pensa que os ídolos, que as pessoas que amam, vão durar para a vida toda. Foi uma tragéfia, não gosto de falar sobre isso, não consigo falar. Fica os momentos bons que tive com ele, foi uma perda muito grande, mexe até hoje comigo. É difícil - disse Edinho nesta quarta-feira.

Foi a primeira vez que Edinho se pronunciou sobre a morte do amigo, que ocorreu no dia 7 de junho, em acidente de helicóptero em Aruanã, interior de Goiás. Além de Fernandão, outras quatro pessoas faleceram no local.