icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes
14/11/2014
08:03

Dunga não cercou-se apenas dos cinco primeiros resultados em campo para blindar-se de quaisquer críticas e manter a unidade do grupo. Amparado por um discurso que prega repetitivamente competitividade e coletivo, o técnico parece também ganhar o respaldo ideológico dos comandados.

À primeira vista, as duas palavras que norteiam este início de trabalho do treinador na volta à Seleção podem soar como uma dicotomia. Na filosofia de Dunga, não. Com um implícito intuito de disseminar o que deseja nesta reformulação, o técnico destacou, após a goleada sobre a Turquia, na quarta-feira, os mesmos pontos abordados na coletiva de véspera do jogo.

Basicamente, o comandante da Seleção quer banir a acomodação e estimula sutilmente com alguns recados, pelo menos externamente, essa disputa por vagas.
Depois da metáfora da dança das cadeiras, lançada na segunda convocação, o técnico, agora, defende a ideia de que a individualidade de cada um irá se sobressair desde que o todo seja forte.

Na terceira vez que o grupo se reúne desde que Dunga assumiu o comando, é muito comum os jogadores, durante as entrevistas, focarem os discursos na busca pelo objetivo em comum, independentemente dos status de titular e reserva dentro do grupo.

Da mesma forma, o técnico também evita elogiar publicamente determinado jogador, mostrando que dialoga com o grupo sem dar mostras de privilégios a um ou outro.

Na busca da sincronia ideal, seja de no entrosamento da equipe em campo ou no plano das ideias, Dunga dá indícios que formará uma base bem sólida para a Copa América de 2015, o primeiro grande desafio desde o retorno à Seleção.

A FILOSOFIA DE DUNGA

Dança das cadeiras
A metáfora foi usada pela primeira vez para falar sobre a ausência de Hulk na segunda convocação feita por ele. O jogador havia sido chamado na primeira lista, mas foi cortado devido a uma lesão que demandaria mais de um mês para se recuperar. O jogador, porém, voltou a jogar antes. Dunga, então, disse na época que não há lugar cativo no time e, quem saiu, dará lugar para outro entrar.

Competitividade
O técnico quer combater a acomodação e sempre frisa que o Brasil tem muitos jogadores de qualidades e, portanto, quem foi chamado deve fazer por merecer a vaga.

Coletivo
Dunga diz que o individual irá se sobressair desde que o grupo tem uma unidade forte.