icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Vieira, Igor Siqueira, Leo Burlá e Michel Castellar
22/07/2014
12:06

A escolha de Dunga não era o que a maioria dos torcedores brasileiros esperava para a função de técnico da Seleção. E o treinador sabe que nas enquetes e votações de veículos importantes de imprensa o nome dele não estava bem cotado. Mas o treinador tem uma inspiração para superar a corrente contrária à presença dele no cargo: Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano, que foi o principal combatente na luta contra o Apartheid, regime de segregação racial.

- Nelson Mandela tinha tudo contra, não tinha uma arma e conseguiu mudar. Espero ter 1% da paciência dele. Não tenho pensamento pessoal, não penso em mim. Penso na seleção. Se a Seleção for bem, vou estar feliz - afirmou Dunga nesta terça-feira, na coletiva após a apresentação.

O treinador ainda ressaltou que não tem sentido nas ruas a rejeição mostradas nas pesquisas.

> PARTICIPE: O que você achou do retorno de Dunga ao comando técnico da Seleção Brasileira? Grave um vídeo curto, de até 15 segundos, com a sua opinião sobre o substituto de Felipão e envie para o WhatsApp do LANCE!Net, no número (21) 96844-8003.

- Respeito as enquetes, quem falou e deixou de falar. Na minha vinda para cá, teve pessoas que apoiaram. É como uma eleição. Nem sempre ganha o candidato favorito nas pesquisas. Tenho que buscar energia nos 20 e poucos por cento que estão ao meu favor e conquistar os demais - completou, falando um pouco mais sobre o tema:

- Quanto à pesquisa, ela está aí para ser derrubada. Eu acredito muito no torcedor brasileiro, ele vai entender o nosso trabalho. O objetivo maior é a Seleção Brasileira. Não sinto essa rejeição por onde eu passo. Não podemos querer que todo mundo tenha a mesma opinião.

Dunga vai reestrear no comando da Seleção Brasileira no dia 5 de setembro, contra a Colômbia, em amistoso nos Estados Unidos.