icons.title signature.placeholder Raphael Martins
03/07/2014
14:39

Capitão da Seleção Brasileira que conquistou a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, o volante Dunga sempre foi a personificação da imagem do capitão. Em evento promovido nesta quinta-feira pela Coca-Cola, no Rio de Janeiro, o ex-capitão e técnico esteve ao lado do ex-atacante argentino Claudio Cannigia. Um dos temas abordados na conversa foi o tão comentado destempero emocional dos jogadores da Seleção nesta Copa do Mundo.

Para Dunga a imagem do zagueiro Thiago Silva, atual capitão da Seleção Brasileira, isolado durante a disputa de pênaltis contra o Chile é uma reação totalmente normal. Segundo o ex-volante, não se tratou de uma demonstração de fraqueza.

- Cada um reage de uma forma. Temos que entender que ali está um ser humano, que sente reações emocionais como qualquer outro. O que importa é que o grupo sabe do potencial de seu capitão. Da mesma forma que é a função do capitão dar ânimo ao grupo, também é dever do grupo de jogadores apoiar o seu capitão em um momento assim - afirmou.

Segundo Dunga, esta geração sofre uma pressão menor em relação à qual a geração de 1994 passou. O ex-jogador acredita que é a "ansiedade" que pode estar atrapalhando o desempenho da equipe.

- Acho que o que pode estar atrapalhando é a ansiedade, nem tanto a pressão. A minha geração sofreu uma pressão que nenhuma outra sofreu, entramos para decidir um título em uma disputa de pênaltis com as pessoas já achando que iríamos perder. A equipe atual está sentindo a ansiedade para repetir o desempenho demonstrado ano passado na Copa das Confederações.

Sobre a questão do choro no hino nacional, Dunga falou que vê essa demonstração de emoção como algo compreensível. O ex-técnico da Seleção não acha que isso possa atrapalhar, desde o momento em que o jogador tenha convicção nas suas capacidades.

- Jogar na Seleção é mais um prazer que um desgosto. Você precisa focar no seu trabalho, ter convicção no que está fazendo. As pessoas falaram sobre o excesso de emoção no hino. Não tem como ser diferente. Ali passa pela cabeça toda a sua vida, desde quando você era um menino e sonhava em ser jogador de futebol. Ali estão 23 jogadores, em um universo de 200 milhões de pessoas. Quantos não queriam estar na mesma situação? - questionou.