icons.title signature.placeholder Jonas Moura
23/12/2013
07:10

Melhores bloqueadoras da Superliga Feminina segundo as estatísticas, Thaisa, do Molico/Osasco, e Carol, da Unilever, não gostam de se prender aos números. Mas a verdade é que, apesar dos 14 centímetros que as diferenciam, as duas são atualmente o grande terror das atacantes do vôlei brasileiro.

Hoje, elas estarão em lados opostos a partir das 21h20 (de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP), no primeiro confronto desta temporada entre as equipes que decidiram as últimas nove edições do campeonato.

Carol é uma grata surpresa. Com apenas 1,82m, altura considerada baixa para uma central, ela é a atleta que mais pontuou no bloqueio até agora: foram 58 acertos em 12 rodadas. Apesar da marca, a mineira de 23 anos está uma posição abaixo de Thaisa no ranking da Confederação Brasileira e Vôlei (CBV).

– Não sei bem como funciona a estatística, nem penso muito nisso, só procuro fazer o meu melhor. Sou baixa, mas consigo saltar bem e fazer uma boa leitura. Não me intimida em nada jogar contra atletas de quase dois metros – disse Carol, ao LANCE!Net.

Carol assume a responsabilidade de ser titular na Unilever (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Embora Thaisa, de 1,96m, tenha 20 pontos a menos no fundamento, ela supera a adversária no percentual de eficiência: 40% contra 34.73%, quando considerados os erros e as continuações.

Além da altura, a fase das jogadoras é distinta. Bicampeã olímpica e recém-eleita pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) a melhor atleta do vôlei em 2013, a carioca está mais do que acostumada a se destacar entre os principais nomes do país.

– Fico feliz de ajudar a equipe. O bloqueio auxilia no sistema defensivo. Não gosto de olhar as estatísticas e só fico sabendo quando me informam. Estou mais preocupada em ganhar o jogo do que em fazer ponto de bloqueio ou ser destaque individualmente – afirmou Thaisa, de 26 anos.

Em 2013, Carol fez uma aposta ousada. Trocou a garantia da titularidade no Pinheiros por uma forte concorrência no time de Bernardinho, onde havia sido reserva em 2011. Até o momento, tudo vem dando certo. Tanto que até Thaisa guarda seus elogios à novata.

– Sempre falo para minhas companheiras que ela tem uma entrada de mão muito forte e é bem nova. Isso é ótimo porque temos uma escassez de centrais.

Bate-Bola

Thaisa Menezes

Central do Molico/Osasco, em entrevista ao LANCE!Net

A campanha do Molico é a melhor da Superliga, e há quem aponte o time como o mais forte do campeonato. Concorda?

Não concordo. Não é porque agora estamos ganhando que nos tornamos os melhores. Acho que tem times mais fortes, já que ainda estamos com altos e baixos e temos uma equipe muito jovem. Estamos jogando sem essa responsabilidade do favoritismo e isso é até melhor porque atuamos mais soltas.

Quais os pontos fortes que você destaca na Unilever esse ano? E qual ponto fraco pode ser explorado?

É uma equipe que bloqueia bem e tem potência no ataque, tanto com as meios quanto com as pontas. Tem também a Sarah Pavan que é difícil de ser parada. Temos que estar bem focadas tanto no bloqueio quanto na defesa para tentar vencê-las. Com relação ao ponto fraco teremos que achar algum durante o jogo, porque é um adversário muito equilibrado e coeso

Bate-Bola

Ana Carolina Silva, a Carol

Central da Unilever, ao L!Net

Você treina com a Valeskinha, que também é considerada baixa, mas sempre se destacou no bloqueio. Como é essa convivência?

Treinar com ela me faz evoluir muito. Tem também a Juciely, com 1,84m, que não é alta. Acho que nós ganhamos na velocidade. Procuro sempre observar as mais experientes.

Qual foi o sentimento ao trocar o Pinheiros para retornar à Unilever, onde a concorrência é maior?

Foi um dúvida muito grande. Sei que no Pinheiros eu continuaria como titular. Minha base foi toda lá, gosto muito do clube, Mas queria mais. Não que lá não fosse bom, mas queria estar entre as melhores. Quero sugar do Bernardinho o que eu puder.