icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena e Thiago Ferri
08/02/2015
08:12

A “novela Dudu” foi o principal destaque do fim de 2014. Cheio de idas e vindas, o futuro do jogador de 23 anos era imaginado no São Paulo ou Corinthians, até o Palmeiras, em uma reviravolta digna de grandes tramas da TV, “chapelar” os dois rivais e assinar por quatro anos com o jogador.

Trazido com status de xodó, o jovem atacante faz neste domingo, às 17h no Allianz Parque, seu segundo jogo pelo Verdão, e justamente contra o rival alvinegro.

Apesar do longo flerte com os maiores adversários (principalmente o Corinthians), Dudu foi abraçado pelos palmeirenses. Seu nome é um dos mais cantados na arena, e o carinho até surpreendeu o jogador, que diz ter feito a escolha certa ao fechar com o Verdão.

– Fui bem tratado aqui, os torcedores me dão bastante carinho, onde eu vou me cumprimentam, dão apoio. Até surpreendeu um pouco, mas talvez tenha sido por ter escolhido o Palmeiras e não os rivais. Quero retribuir tudo isto dentro de campo, com títulos – disse, ao LANCE!Net.

Seja na internet ou quando tietado nas ruas, Dudu ouve um constante pedido: para comemorar gol nos clássicos “tirando o chapéu”. Em sua apresentação, o jogador até topou fazer o ato, mas agora já fala em agradar de outras formas.

– Todos falam nas redes sociais, nas ruas (da comemoração), mas espero que o Palmeiras possa sair vencedor e se pintar alguma comemoração, vai ser com respeito, sem desrespeito ao Corinthians – acrescentou.

Tímido, Dudu não gostou dos holofotes que recebeu no fim do ano. Agora dono da camisa 7, que já brilhou com Edmundo no Dérbi, o atacante quer nesta tarde ser protagonista onde gosta: em campo. Para isto, nada como um triunfo contra o maior rival no primeiro clássico do Allianz Parque.

Confira um bate-bola exclusivo com Dudu: ‘O Edmundo já usou a camisa 7 e espero honrá-la no Palmeiras’

Ficou assustado com a repercussão que seu futuro gerou?
Para mim, foi tranquilo. Antes não tinha interesse do Palmeiras, depois surgiu. Fiquei feliz, não pensei duas vezes quando falei com o Alexandre (Mattos, diretor de futebol).

Por que escolheu o Palmeiras?
Tinha na cabeça que queria disputar a Libertadores, mas o Alexandre falou que eu era muito novo, ia jogar muitas Libertadores ainda, e o Palmeiras tinha um projeto muito bom de montar uma grande equipe para disputar títulos e, ano que vem, a Libertadores. Acreditei nele e acredito também neste grupo.

O que mais ouve dos palmeirenses nas ruas?
Para jogar com raça, defender bem o clube, conquistar títulos, que há alguns anos o Palmeiras não conquista. Espero que este ano seja diferente dos outros últimos e que a gente consiga fazer um grande 2015.

Ao torcedor que não lhe conhece, quais suas características?
Pode esperar um jogador que se movimenta muito, onde está mais a bola a gente tem que procurar o jogo. Fiz isto (contra a Ponte Preta, em sua estreia, na quinta-feira) porque a marcação estava muito fechada.

Como você vai comemorar, caso faça algum gol hoje?
Aí eu não sei (risos), na hora a gente pensa numa comemoração ali.

Em qual camisa 7 se espelha?
Hoje todos vão falar no Cristiano Ronaldo. Mas desde a base usava a camisa 7, e aqui no Palmeiras o Edmundo foi um grande jogador que honrou esta camisa. Espero como ele honrar a 7 aqui no Palmeiras.

OS CAPÍTULOS DA NOVELA DUDU

Corinthians
O clube estava acertado com o jogador e seus empresários, mas não conseguiu um acordo com o Dínamo de Kiev (UCR), dono dos direitos do atacante, por querer parcelar a compra. Dudu chegou a dizer que queria o Timão em vez do São Paulo.

São Paulo
O Tricolor acertou com o Dínamo, mas recusou os R$ 500 mil mensais pedidos pelo estafe do atleta. O clube não era a primeira opção do jogador, um pedido de Muricy Ramalho.

Palmeiras
O Palmeiras aproveitou o impasse e em dois dias fechou negócio. O ato rendeu elogios de Valdivia, que citou o “belíssimo chapéu”, além de uma carta dos agentes de Dudu, atacando São Paulo e Corinthians.