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02/07/2013
16:11

Aos 94 anos de idade, o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, concedeu entrevista ao programa "Donos da Bola", da TV Bandeirantes, e falou sobre a condenação da Justiça de São Paulo em segunda instância por estelionato praticado contra o clube. O problema judicial vem da antiga parceria com a MSI, ainda em seu mandato.

- Tem mais três instâncias ainda. Acha que eu preciso roubar o Corinthians? O Corinthians que levou de mim, pois eu espontaneamente financiei quando precisou - disse ele.

Dualib foi presidente do Timão por 14 anos, conquistando muitos títulos, sendo o mais importante deles o Mundial de Clubes de 2000. Em 2010, foi condenado a três anos e quatro meses de reclusão, em regime aberto, pena convertida em prestação de serviços à comunidade. Ele foi condenado, ainda, à prestação pecuniária ao Corinthians, no valor de 80 salários mínimos.

De acordo com o site "Última Instância", ele e outros condenados contabilizavam notas frias emitidas por duas empresas de informática e uma empresa de assessoria empresarial, todas de propriedade de Juraci Benedito, desviando o dinheiro destinado pelo Corinthians para fazer o pagamento de serviços que, na verdade, nunca foram prestados ao clube.

- Essa coisa é absurda, uma injustiça. Não foi isso, era R$ 1 milhão e pouco que eu pagava para funcionários e eles, em vez de abrirem cada um a sua micro-empresa para fazer o recibo, pegavam notas de um terceiro, de uma pessoa que analisava a contabilidade do clube e que fazia nota para 600 pessoas. Eu nunca soube disso - garante.

Diante da repetição das perguntas sobre possíveis desvios de verba, o ex-dirigente se irritou com o repórter, ao ser perguntado sobre o que destacava de negativo em sua gestão:

- Dar entrevista para você, estou achando negativo - disse ele.

- Você está repetindo muitas vezes (a pergunta) e não estou gostando disso. Todos que me conhecem sabem que eu sou de bem, de bom princípio e bom caráter e que não preciso de nada de ninguém. Hoje tenho de trabalhar aos 94 anos - disse ele.

Dualib disse que até hoje não sabe quem foi o homem forte por trás da MSI, parceira entre 2004 e 2007. Recentemente, o iraniano Kia Joorabchian apontou o empresário russo Rafael Filinov, de 45 anos, como real financiador da parceria que levou Tevez e Mascherano, entre outros, ao Parque São Jorge, em 2005.

- Não sei quem era, agora apareceu o Kia falando de um tal de Rafael. Eu não sei. O dinheiro vinha da Inglaterra, do banco Barclays, atraves do Banco Central, que analisava o dinheiro e achava legítimo. Se o Banco Central aprovava, por que eu poderia por em dúvida? - perguntou.

Em 2007, o Ministério Público Federal de São Paulo fez a primeira denúncia sobre a parceria, indicando que os mais de US$ 30 milhões que entraram no país, na época, tinha como origem crimes cometidos pelo magnata russo Boris Berezovsky – suposto mecenas do MSI, já falecido – contra a administração pública da Rússia e de outros países. A intenção era tornar legal o dinheiro com transação de jogadores no Corinthians. As investigações ainda rolam na Justiça Federal.

Aos 94 anos de idade, o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, concedeu entrevista ao programa "Donos da Bola", da TV Bandeirantes, e falou sobre a condenação da Justiça de São Paulo em segunda instância por estelionato praticado contra o clube. O problema judicial vem da antiga parceria com a MSI, ainda em seu mandato.

- Tem mais três instâncias ainda. Acha que eu preciso roubar o Corinthians? O Corinthians que levou de mim, pois eu espontaneamente financiei quando precisou - disse ele.

Dualib foi presidente do Timão por 14 anos, conquistando muitos títulos, sendo o mais importante deles o Mundial de Clubes de 2000. Em 2010, foi condenado a três anos e quatro meses de reclusão, em regime aberto, pena convertida em prestação de serviços à comunidade. Ele foi condenado, ainda, à prestação pecuniária ao Corinthians, no valor de 80 salários mínimos.

De acordo com o site "Última Instância", ele e outros condenados contabilizavam notas frias emitidas por duas empresas de informática e uma empresa de assessoria empresarial, todas de propriedade de Juraci Benedito, desviando o dinheiro destinado pelo Corinthians para fazer o pagamento de serviços que, na verdade, nunca foram prestados ao clube.

- Essa coisa é absurda, uma injustiça. Não foi isso, era R$ 1 milhão e pouco que eu pagava para funcionários e eles, em vez de abrirem cada um a sua micro-empresa para fazer o recibo, pegavam notas de um terceiro, de uma pessoa que analisava a contabilidade do clube e que fazia nota para 600 pessoas. Eu nunca soube disso - garante.

Diante da repetição das perguntas sobre possíveis desvios de verba, o ex-dirigente se irritou com o repórter, ao ser perguntado sobre o que destacava de negativo em sua gestão:

- Dar entrevista para você, estou achando negativo - disse ele.

- Você está repetindo muitas vezes (a pergunta) e não estou gostando disso. Todos que me conhecem sabem que eu sou de bem, de bom princípio e bom caráter e que não preciso de nada de ninguém. Hoje tenho de trabalhar aos 94 anos - disse ele.

Dualib disse que até hoje não sabe quem foi o homem forte por trás da MSI, parceira entre 2004 e 2007. Recentemente, o iraniano Kia Joorabchian apontou o empresário russo Rafael Filinov, de 45 anos, como real financiador da parceria que levou Tevez e Mascherano, entre outros, ao Parque São Jorge, em 2005.

- Não sei quem era, agora apareceu o Kia falando de um tal de Rafael. Eu não sei. O dinheiro vinha da Inglaterra, do banco Barclays, atraves do Banco Central, que analisava o dinheiro e achava legítimo. Se o Banco Central aprovava, por que eu poderia por em dúvida? - perguntou.

Em 2007, o Ministério Público Federal de São Paulo fez a primeira denúncia sobre a parceria, indicando que os mais de US$ 30 milhões que entraram no país, na época, tinha como origem crimes cometidos pelo magnata russo Boris Berezovsky – suposto mecenas do MSI, já falecido – contra a administração pública da Rússia e de outros países. A intenção era tornar legal o dinheiro com transação de jogadores no Corinthians. As investigações ainda rolam na Justiça Federal.