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13/04/2014
10:02

Inevitável. Como não tem outra opção para conquistar o título se não vencer seu maior rival, o Vasco vai para o ataque. Mas engana-se quem pensa que os jogadores entrarão no gramado do Maracanã com a “faca entre os dentes”, no desespero. Responsável pela armação das jogadas da equipe, o meia Douglas garante que organização não vai faltar à equipe, até para que um gol sofrido não dificulte a missão cruz-maltina.

– Vamos atacar, sim, mas organizados, sem ficarmos expostos lá atrás. A gente precisa do resultado, precisa ir para cima, mas organizados para não sermos surpreendidos – lembrou o meia, depois do treino do último sábado, no CFZ.
Douglas revela também de que forma a equipe pretende, dentro de campo, lidar com o lado psicológico por conta da pressão de saber da necessidade de balançar a rede mais vezes que o Flamengo:

– Com a posse de bola conseguiremos resolver todos esses problemas. A gente vai começar a ganhar confiança, vai crescer na partida e vai minando o adversário. Vamos procurar estar bem postados para mantermos a posse e não termos este tipo de problema.

Para a bola rolar mais

Dono de um estilo de jogo mais clássico, de menos velocidade e mais qualidade nos lançamentos, Douglas até foi bem no domingo passado, mas não brilhou muito também pelo grande número de faltas da partida. Para o confronto deste domingo, ele espera – e acredita – que, pelo bem dos torcedores, haja mais tempo de bola rolando.
– Eles também vão partir para cima. Têm jogadores rápidos, bons de contra-ataque. Espero que o jogo tenha menos faltas e joguemos mais. Fica até mais bonito para o espetáculo – afirmou.

Música pra relaxar até o estádio

Além da pressão de um jogo com vantagem do adversário, cada jogador tem seu modo de se concentrar e uma maneira de controlar a ansiedade. Douglas diz que não muda seus hábitos, sempre baseados na música:

– Mantenho o mesmo ritual, ouvindo música até o estádio e pensando na partida. Mesmo com a experiência, sempre vem um frio na barriga, mas depois que a bola rola acabo entrando no jogo – disse, lembrando também que o nervosismo de um clássico como esse se dá também pela quantidade de pessoas assistindo:

– Não tem jeito. É um clássico importante. Todo o Brasil vai ver. Fico um pouco ansioso, sim, mas tiro isso de letra.

Bate-Bola

Douglas - Em entrevista coletiva após o treino do último sábado, no CFZ

A presença da torcida no treino ajuda os jogadores?

É uma forma de mostrar que eles querem vencer também. É o momento de a gente dar a volta por cima para e, no final, todo mundo sair comemorando.

O fato de a partida ser contra o maior rival torna esta decisão ainda mais importante?

Para mim é a mesma coisa, independentemente de quem está do outro lado. O importante é estarmos preparados.

Com a sua experiência, ganhar um novo título, agora pelo Vasco, será diferente?

Sim, será um novo título para mim. Essa é a minha primeira passagem pelo Rio. Espero trazer o Carioca para a torcida.