icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
08/03/2014
08:10

Oswaldo de Oliveira completa dois meses à frente do Santos neste sábado e, mesmo em pouco tempo no clube, já conseguiu impor seu estilo dentro e fora das quatro linhas. Dedicado, profissional e motivador, ele uniu jogadores e funcionários e surpreendeu a muitos pela sua forma de trabalhar.

Para fazer um diagnóstico do início de trabalho do treinador na Vila Belmiro, o LANCE!Net ouviu diversas pessoas que estão no dia a dia do clube. Mesmo evitando comparações com os antecessores dele, Claudinei Oliveira e Muricy Ramalho, quase todos destacaram diferenças no métodos de trabalho e no modo de se relacionar deles.

Oswaldo gosta de cuidar dos detalhes. Até por isso faz duas preleções antes das partidas. Uma na véspera do jogo, na qual trata apenas do próximo adversário, e a outra no dia do confronto, quando fala do próprio time. Ambas são realizadas na concentração e contam com vídeos preparados por Gabriel Oliveira, filho do treinador.

Os treinos também ficaram mais específicos. Não é raro o treinador dividir jogadores de defesa, meio e ataque para ensaiarem movimentos diferentes. Os rachões acabaram, bem como as atividades leves nos dias de reapresentação.

Outro fator destacado pelos que convivem com Oswaldo é a sua personalidade motivadora. Ele costuma fazer discursos inflamados antes dos jogos (mesmo contra pequenos) e cobra muito nos treinos.

Se no elenco quase todos os atletas são observados e orientados por Oswaldo, a comissão técnica também ganhou mais trabalho. O comandante alvinegro não deixa ninguém ocioso e tenta manter os funcionários próximos e unidos. Edinho, antes utilizado apenas para ajudar nos treinamentos, passou a ser um auxiliar mais efetivo, indo inclusive para o vestiário no jogos na Vila Belmiro. Até roupeiros estão participando dos treinos. Na última sexta-feira, por exemplo, eles foram bandeirinhas no coletivo.

Apesar de já ter 63 anos, o “professor” do Peixe sempre se mostra aberto a novas tecnologias, fato que empolgou os dirigentes alvinegros, que apostam no trabalho de observação e análise de estatísticas comandado por Sandro Orlandelli, “scout” do clube desde 2013. Ambos se reúnem com frequência e trocam opiniões e experiências.

Tudo isso aliado aos resultados positivos têm deixado os cartolas animados e convictos de que fizeram a escolha certa. Dentro e fora de campo, Oswaldo empolga nos três primeiros meses no Peixe.

O estilo de Oswaldo no Santos

Polêmicas
Em duas oportunidades o treinador se dirigiu de forma ofensiva para a torcida. A primeira foi na partida contra o Audax, quando mandou uma “banana” para alguns santistas que o criticavam no alambrado. A outra foi na comemoração de um gol da vitória sobre o Ituano, quando mostrou o dedo do meio a alguns torcedores rivais.

Tranquilo
Oswaldo não faz restrições aos atletas no trato com a imprensa, nem costuma dar pitacos sobre a vida extra-campo dos jogadores. As concentrações também começam quase sempre na noite que antecede as partidas, como já acontecia com Muricy e Claudinei.

(in)Paciente
Oswaldo se decepcionou um pouco em sua chegada ao Santos. Ele esperava mais reforços e um elenco com mais peças qualificadas. Apesar de algumas reclamações e alfinetadas até em entrevistas, ele compreendeu a situação. O único caso que lhe deixou mais irritado foi quanto a possível saída de Cícero para o Shandong, da China.

Próximo
Oswaldo gosta de conversar com os atletas, sobretudo os mais jovens. Para conhecer melhor o elenco, ele se hospedou no CT Rei Pelé durante a pré-temporada. O relacionamento com a diretoria também é cordial e