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24/07/2013
16:59

Em homenagem ao grande ídolo Djalma Santos, falecido na última terça-feira, aos 84 anos, por conta de uma parada cardiorrespiratória, em Uberaba (MG), o LANCE!Net pediu ao diretor do museu da Portuguesa que enviasse uma carta contando alguns detalhes da passagem do grande lateral-direito da Seleção Brasileira pelo Canindé. Everton Calício, que o conheceu, contou o quanto o ex-jogador foi importante na história do clube rubro-verde. Confira:

Djalma, eternamente a estrela do Canindé'

"Conheci o Djalma Santos em minhas funções como colaborador do Museu Histórico da Portuguesa, quando tinha onze anos, e sabia de cór a melhor equipe da Portuguesa de todos os tempos: Muca, Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão.

E o homem simples de Uberaba fazia questão de dizer a todos que o seu time do coração era a Associação Portuguesa de Desportos. Nada contra os outros clubes que o grande craque passou, mas sua predileção pela equipe do Canindé era simples, mas sempre prevalecente. Fazia questão de dizer que seu sonho de ser jogador de futebol foi realizado graças a Lusa e aos portugueses que tanto lhe ajudaram, já que jogava anteriormente em um time de várzea da Parada Inglesa. Antes de ser aprovado em testes na Lusa era sapateiro e havia sido reprovado na peneira do Corinthians.

Descoberto nas mãos do lendário técnico da Portuguesa, o uruguaio Conrado Ross, Djalma começou a atuar na Portuguesa em 1948, e era conhecido como Santos, já que existia no time rubro-verde um Djalma. Aos poucos, com sua humildade e perseverança, foi alcançando altos níveis técnicos e destacando-se ao lado de Julinho Botelho.

Atuando no início como centromédio, quando houve a contratação do grande Brandãozinho em agosto de 1949, descobriu a direita, onde firmou-se como grande lateral. Foi um dos precursores do arremesso lateral longo, em direção a área, no qual mais parecia um cruzamento.

Com a Portuguesa, ao longo de seus 434 jogos, Djalma foi feliz e fez com que uma torcida ficasse extasiada com o atleta e com o homem que era. Seu último jogo, com a camisa lusitana, nos amistosos em comemoração à inauguração do Estádio do Canindé, contra a Seleção do Zaire no ano de 1972, é lembrado até hoje na memória dos lusos. Aos 30 minutos do primeiro tempo o grande Djalma foi substituído e saiu ovacionado pela torcida, sendo cumprimentado pelos jogadores das duas equipes.

Grande exemplo, que marcou a história da Lusa, em antes de Djalma, e depois de Djalma".

O craque Djalma Santos deixa saudades ao Futebol Brasileiro

Em homenagem ao grande ídolo Djalma Santos, falecido na última terça-feira, aos 84 anos, por conta de uma parada cardiorrespiratória, em Uberaba (MG), o LANCE!Net pediu ao diretor do museu da Portuguesa que enviasse uma carta contando alguns detalhes da passagem do grande lateral-direito da Seleção Brasileira pelo Canindé. Everton Calício, que o conheceu, contou o quanto o ex-jogador foi importante na história do clube rubro-verde. Confira:

Djalma, eternamente a estrela do Canindé'

"Conheci o Djalma Santos em minhas funções como colaborador do Museu Histórico da Portuguesa, quando tinha onze anos, e sabia de cór a melhor equipe da Portuguesa de todos os tempos: Muca, Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão.

E o homem simples de Uberaba fazia questão de dizer a todos que o seu time do coração era a Associação Portuguesa de Desportos. Nada contra os outros clubes que o grande craque passou, mas sua predileção pela equipe do Canindé era simples, mas sempre prevalecente. Fazia questão de dizer que seu sonho de ser jogador de futebol foi realizado graças a Lusa e aos portugueses que tanto lhe ajudaram, já que jogava anteriormente em um time de várzea da Parada Inglesa. Antes de ser aprovado em testes na Lusa era sapateiro e havia sido reprovado na peneira do Corinthians.

Descoberto nas mãos do lendário técnico da Portuguesa, o uruguaio Conrado Ross, Djalma começou a atuar na Portuguesa em 1948, e era conhecido como Santos, já que existia no time rubro-verde um Djalma. Aos poucos, com sua humildade e perseverança, foi alcançando altos níveis técnicos e destacando-se ao lado de Julinho Botelho.

Atuando no início como centromédio, quando houve a contratação do grande Brandãozinho em agosto de 1949, descobriu a direita, onde firmou-se como grande lateral. Foi um dos precursores do arremesso lateral longo, em direção a área, no qual mais parecia um cruzamento.

Com a Portuguesa, ao longo de seus 434 jogos, Djalma foi feliz e fez com que uma torcida ficasse extasiada com o atleta e com o homem que era. Seu último jogo, com a camisa lusitana, nos amistosos em comemoração à inauguração do Estádio do Canindé, contra a Seleção do Zaire no ano de 1972, é lembrado até hoje na memória dos lusos. Aos 30 minutos do primeiro tempo o grande Djalma foi substituído e saiu ovacionado pela torcida, sendo cumprimentado pelos jogadores das duas equipes.

Grande exemplo, que marcou a história da Lusa, em antes de Djalma, e depois de Djalma".

O craque Djalma Santos deixa saudades ao Futebol Brasileiro