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24/06/2014
20:52

Durante a partida entre Espanha e Austrália, realizado na última segunda-feira, em Curitiba, foram registradas cinco ocorrências no Juizado do Torcedor, instalado na Arena da Baixada. As situações foram prontamente resolvidas pela equipe formada por integrantes da Polícia, do Judiciário e do Ministério Público, que vêm fazendo plantão no estádio em dias de jogos oficiais na capital.

Em uma das circunstâncias, houve briga na arquibancada. Um torcedor espanhol e outro brasileiro teriam se agredido fisicamente. Nenhum deles ofereceu representação e o procedimento acabou arquivado, no entanto, ambos foram retirados do estádio. Outra situação envolveu um torcedor australiano. Ele foi encaminhado à Delegacia do Torcedor pela prática de ato obsceno, mas liberado por falta de testemunhas.

Um torcedor de Curitiba também foi abordado pelos seguranças (stewards) por ter invadido o campo de futebol. Ele foi levado ao Juizado e, durante a audiência, apurou-se que o torcedor teria escorregado da mureta onde estava sentado e caído no gramado, sem a intenção de invadi-lo. O termo circunstanciado foi, portanto, arquivado.

Outro australiano que estaria causando tumulto na torcida agrediu, com um soco, um dos seguranças do estádio, após ser abordado. Ele foi representado pela prática de lesões corporais leves, pagou valor de R$ 724,00 (um salário mínimo) e foi proibido pela Justiça de participar de outros jogos da Copa do Mundo no Brasil.

Um torcedor atleticano também foi abordado por seguranças porque estaria causando tumulto na arquibancada. Ele teve de pagar R$ 600 e também foi proibido de assistir a novos jogos do Mundial. O torcedor não poderá, ainda, acompanhar aos jogos do Atlético Paranaense pelo Campeonato Brasileiro, em Curitiba. Em dias de jogos do time em Curitiba, o torcedor deverá se apresentar ao Batalhão da Polícia Militar do bairro Santa Quitéria, duas horas antes da partida.

Tanto no caso do brasileiro, como no caso do australiano, o dinheiro arrecadado com a prestação pecuniária proposta pelo Juizado do Torcedor foi revertido ao Provopar Estadual, em benefício das vítimas da enchente que desabrigou inúmeras pessoas no Paraná.

- Em todos os casos atendidos, constatou-se que os infratores haviam ingerido bebidas alcoólicas, o que resultou em condutas inconvenientes, que ferem o Estatuto do Torcedor e o Código Penal - afirma Cristina Corso Ruaro, promotora de Justiça que atuou no plantão do Juizado, durante o jogo.