icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
19/07/2013
11:15

Engana-se quem pensa que Eurico Miranda está fora do tabuleiro político do futebol carioca. A prova disso é que a briga entre Fluminense, Vasco e Ferj teve como maior beneficiário o ex-mandatário cruz-maltino, que atualmente é "consultor" dos clubes de menor investimento. Como? Graças a "coincidências" favoráveis à imagem dele diante da torcida.

Eurico ganhou força política em uma briga sem sentido e cuja origem é obscura. Se o Fluminense já tinha começado a vender os ingressos para o clássico no Maracanã desde o início da semana, não havia a menor condição de fazer o clube recuar e mudar a posição da torcida tricolor na arquibancada, o que ainda custaria o desrespeito ao contrato assinado com o consórcio. O clube alegou risco de sanções na Justiça, caso fosse de encontro ao acordo.

Os argumentos defendidos pelo Fluminense já tinham sido, internamente, entendidos pela Ferj, reconhecendo que o encontro de quarta-feira, com três horas de duração, teve grande dose de inutilidade. A briga também é instigante porque, para a Polícia Militar, foi até melhor a inversão ter se confirmado.

De forma astuta e curiosa, Eurico apoiou Roberto Dinamite em uma queda de braço que não poderia ser vencida. Resultado: o atual mandatário vascaíno saiu queimado com a torcida por não ter conseguido manter o espaço ocupado historicamente contra o Flu.

Eurico Miranda tem o presidente da Ferj, Rubens Lopes, como aliado. O trânsito na Ferj é livre. E não foi diferente na quarta-feira, justamente no dia da reunião que "definiria" a questão do posicionamento das torcidas.

O ex-presidente do Vasco, que também é virtual candidato à presidência do clube, deu as caras com seu estilo característico: suspensórios e charuto. Ele negou interferência sobre os dirigentes a respeito do tema, mas não se privou de dar opinião aos jornalistas:

- Isso é uma p... babaquice!

Do carro, observou o protesto de membros das organizadas vascaínas em frente à Ferj. E até "negociou" com eles.

- Manda eles saírem da frente do portão - foi a ordem de Eurico, transmitida pelos seguranças da Ferj e prontamente obedecida.

Se não é o dono do tabuleiro, Eurico Miranda ainda mexe algumas peças.

Engana-se quem pensa que Eurico Miranda está fora do tabuleiro político do futebol carioca. A prova disso é que a briga entre Fluminense, Vasco e Ferj teve como maior beneficiário o ex-mandatário cruz-maltino, que atualmente é "consultor" dos clubes de menor investimento. Como? Graças a "coincidências" favoráveis à imagem dele diante da torcida.

Eurico ganhou força política em uma briga sem sentido e cuja origem é obscura. Se o Fluminense já tinha começado a vender os ingressos para o clássico no Maracanã desde o início da semana, não havia a menor condição de fazer o clube recuar e mudar a posição da torcida tricolor na arquibancada, o que ainda custaria o desrespeito ao contrato assinado com o consórcio. O clube alegou risco de sanções na Justiça, caso fosse de encontro ao acordo.

Os argumentos defendidos pelo Fluminense já tinham sido, internamente, entendidos pela Ferj, reconhecendo que o encontro de quarta-feira, com três horas de duração, teve grande dose de inutilidade. A briga também é instigante porque, para a Polícia Militar, foi até melhor a inversão ter se confirmado.

De forma astuta e curiosa, Eurico apoiou Roberto Dinamite em uma queda de braço que não poderia ser vencida. Resultado: o atual mandatário vascaíno saiu queimado com a torcida por não ter conseguido manter o espaço ocupado historicamente contra o Flu.

Eurico Miranda tem o presidente da Ferj, Rubens Lopes, como aliado. O trânsito na Ferj é livre. E não foi diferente na quarta-feira, justamente no dia da reunião que "definiria" a questão do posicionamento das torcidas.

O ex-presidente do Vasco, que também é virtual candidato à presidência do clube, deu as caras com seu estilo característico: suspensórios e charuto. Ele negou interferência sobre os dirigentes a respeito do tema, mas não se privou de dar opinião aos jornalistas:

- Isso é uma p... babaquice!

Do carro, observou o protesto de membros das organizadas vascaínas em frente à Ferj. E até "negociou" com eles.

- Manda eles saírem da frente do portão - foi a ordem de Eurico, transmitida pelos seguranças da Ferj e prontamente obedecida.

Se não é o dono do tabuleiro, Eurico Miranda ainda mexe algumas peças.