icons.title signature.placeholder Vinícius Perazzini
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10/07/2013
07:04

Quando entrar em campo no domingo para enfrentar o Grêmio, Bolívar verá do outro lado o clube que se arrepende até hoje de o ter dispensado nas categorias de base. Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, o zagueiro contou sobre o passado dele pelo Tricolor Gaúcho e revelou como virou carrasco do clube.

Aos 17 anos, Bolívar - hoje com 32 - deixou o juvenil do modesto Esporte Clube Guarani e o interior do Rio Grande do Sul rumo a Porto Alegre para defender o Grêmio. Em dois anos, o zagueiro atuou como capitão e, quando esperava por uma promoção natural, foi posto fora dos planos.

E MAIS
> Antes de pegar o Grêmio, Bolívar diz que Botafogo está 'com cara' de gaúcho
> Bolívar revela o segredo do líder Botafogo neste início de Brasileirão
> Bolívar comenta a polêmica envolvendo Seedorf e a camisa do Fluminense

Bolívar voltou magoado para a cidade de Santa Cruz do Sul, terra natal dele, mas motivado a provar – inclusive ao Grêmio – que era capaz de ser profissional. E vingou, brilhando pelo rival Internacional.

– Poderia ter sido comprado por um valor pequeno. Eu era o capitão, tinha moral grande, mas o Grêmio não quis. A ISL (extinta empresa de marketing esportivo) era parceira do clube e contratava muito de fora. Esqueceram a base. Tive um baque no meu sonho de menino, fiquei chateado, mas foi só na época. Hoje, vejo que aquilo me serviu como um estímulo – comentou o zagueiro, pronto para dar ao Grêmio cada vez mais certeza de que, lá atrás, a decisão tomada pelo Tricolor foi errada:

– A saída do Grêmio foi um balde de água fria, mas me fez crescer muito. Porém, agora, sem dúvidas, eles se arrependem. Tem um profissional antigo lá dentro, o Verardi (superintendente de futebol), que é padrinho de casamento do meu pai e diz: "Ah, se arrependimento matasse..." – falou Bolívar.

PAI DE BOLÍVAR NA ARENA DO GRÊMIO

Natural de Santa Cruz do Sul (RS), Bolívar terá uma torcida especial na Arena do Grêmio, no domingo. O zagueiro revelou que o pai dele, também chamado de Bolívar, levará muitos amigos ao estádio para assistir ao esperado duelo.

– Meu pai vai ver o jogo, sim. Vai sair uma van com mais de 15 pessoas da minha cidade. Vai ser um jogo especial.

BATE-BOLA COM BOLÍVAR

1. O que você sentiu quando recebeu a notícia da dispensa?

Eu jamais esperava. Peguei minhas malas e voltei para minha cidade de ônibus, já sabendo que eu precisava correr atrás para voltar a ter uma nova chance em um grande clube. Hoje, com o passar do tempo, percebo que essa dificuldade era só uma pedra no caminho.

2. Você ainda tem algo dos tempos no Grêmio guardado em casa?

Tenho, pois foram anos positivos em campo. Fui capitão e campeão nos dois anos de clube. Ainda tenho fotos da época. Saí triste, mas sabendo que tinha valor para atuar em um clube de ponta no Brasil.

Quando entrar em campo no domingo para enfrentar o Grêmio, Bolívar verá do outro lado o clube que se arrepende até hoje de o ter dispensado nas categorias de base. Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, o zagueiro contou sobre o passado dele pelo Tricolor Gaúcho e revelou como virou carrasco do clube.

Aos 17 anos, Bolívar - hoje com 32 - deixou o juvenil do modesto Esporte Clube Guarani e o interior do Rio Grande do Sul rumo a Porto Alegre para defender o Grêmio. Em dois anos, o zagueiro atuou como capitão e, quando esperava por uma promoção natural, foi posto fora dos planos.

E MAIS
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Bolívar voltou magoado para a cidade de Santa Cruz do Sul, terra natal dele, mas motivado a provar – inclusive ao Grêmio – que era capaz de ser profissional. E vingou, brilhando pelo rival Internacional.

– Poderia ter sido comprado por um valor pequeno. Eu era o capitão, tinha moral grande, mas o Grêmio não quis. A ISL (extinta empresa de marketing esportivo) era parceira do clube e contratava muito de fora. Esqueceram a base. Tive um baque no meu sonho de menino, fiquei chateado, mas foi só na época. Hoje, vejo que aquilo me serviu como um estímulo – comentou o zagueiro, pronto para dar ao Grêmio cada vez mais certeza de que, lá atrás, a decisão tomada pelo Tricolor foi errada:

– A saída do Grêmio foi um balde de água fria, mas me fez crescer muito. Porém, agora, sem dúvidas, eles se arrependem. Tem um profissional antigo lá dentro, o Verardi (superintendente de futebol), que é padrinho de casamento do meu pai e diz: "Ah, se arrependimento matasse..." – falou Bolívar.

PAI DE BOLÍVAR NA ARENA DO GRÊMIO

Natural de Santa Cruz do Sul (RS), Bolívar terá uma torcida especial na Arena do Grêmio, no domingo. O zagueiro revelou que o pai dele, também chamado de Bolívar, levará muitos amigos ao estádio para assistir ao esperado duelo.

– Meu pai vai ver o jogo, sim. Vai sair uma van com mais de 15 pessoas da minha cidade. Vai ser um jogo especial.

BATE-BOLA COM BOLÍVAR

1. O que você sentiu quando recebeu a notícia da dispensa?

Eu jamais esperava. Peguei minhas malas e voltei para minha cidade de ônibus, já sabendo que eu precisava correr atrás para voltar a ter uma nova chance em um grande clube. Hoje, com o passar do tempo, percebo que essa dificuldade era só uma pedra no caminho.

2. Você ainda tem algo dos tempos no Grêmio guardado em casa?

Tenho, pois foram anos positivos em campo. Fui capitão e campeão nos dois anos de clube. Ainda tenho fotos da época. Saí triste, mas sabendo que tinha valor para atuar em um clube de ponta no Brasil.