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19/02/2015
20:55

Quando entrarem em campo no Couto Pereira, no próximo domingo, pelo Campeonato Paranaense, Coritiba e Atlético-PR realizarão o primeiro clássico em tempos de paz. Em uma inédita "entrevista coletiva conjunta" nesta quinta-feira, os presidentes do Furacão, Mario Celso Petraglia, e do Coxa, Rogério Portugal Bacellar, selaram um acordo pela paz entre as torcidas nas arquibancadas. O evento, que teve as presenças dos treinadores Marquinhos Santos e Marcelo Vilhena, além do zagueiro Leandro Almeida e do volante Mattheus, teve como objetivo é acabar com o histórico de violência recente e fortalecer os clubes:

- Nosso futebol não é mais local ou estadual. É nacional ou internacional. Não podemos continuar com a rivalidade impedindo o nosso crescimento a nível nacional e internacional. Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem sido de Minas. Os gaúchos sendo fortes e por que não nós? Porque somos um pouco mais autofágicos em função da nossa visão pequena - afirmou Petraglia.

O mandatário do Atlético-PR também se qualificou como um dos "culpados" pelo apequenamento do futebol paranaense:

- Eu me incluo também. O Atlético-PR não pode ser uma ilha. O Coritiba não pode ser uma ilha. Temos de estar ligados para fazer o futebol que queremos.

O presidente do Coritiba, Rogério Portugal Bacellar, revelou que as duas equipes ainda pretendem contribuir para que o Campeonato Estadual se desenvolva:

- O Coritiba e o Atlético entendem que o futebol do Paraná precisa de uma injeção de ânimo. Só com os dois clubes integrados podemos conseguir isso. Temos de levar o futebol do Paraná para todos os cantos do estado, engrandecer os clubes do Paraná.

A questão da relação entre as diretorias dos clubes e as torcidas também foi tema do evento. Mario Celso Petraglia lamentou o histórico recente de violência da dupla AtleTiba, e mencionou algumas medidas que foram utilizadas pelo clube:

- Se há dois clubes que pagaram pelos atos das suas torcidas organizadas, foram Coritiba e Atlético. O Atlético tem tentado administrar isso de uma forma objetivo. Temos tido diálogo com a nossa principal torcida e vedamos as outras de entrar no estádio como torcida organizada.

Já Bacellar garantiu que estabelecerá um diálogo com os torcedores do Coxa-Branca:

- Temos uma relação de muito respeito com a torcida organizada e estamos de portas abertas para dialogar sempre com a maior harmonia e pedir paz nos estádios.

Os dois clubes vêm se mobilizando na Internet em busca da conscientização dos torcedores. O slogan é intitulado "Sempre rivais, nunca inimigos".