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13/02/2015
11:01

O novo contrato de direitos de transmissão do Campeonato Inglês deixou os clubes locais animados. Afinal, o acordo prevê mais de 5 bilhões de libras (R$ 22 bilhões) entre 2016 e 2019. Mas quem não está nada feliz com isso é Javier Tebas, presidente da Liga Espanhola. O dirigente teme que o torneio perca jogadores no curto prazo.

- Temos um problema sério e não seremos a melhor liga em um ano. Vamos perder muito valor no mercado, pois a Premier League vai arrasar com toda a competição global de televisão e contratos. Vai haver um novo êxodo de jogadores - disse o dirigente.

Há uma corrente forte na Espanha para a modificação do atual sistema de cotas. Barcelona e Real Madrid negociam separadamente dos outros clubes, e cada um dos gigantes leva 140 milhões de euros (R$ 454 milhões), cada. O Atlético de Madrid, atual campeão, por exemplo, arrecadou 42 milhões de euros (R$ 136 milhões) no ano passado. Clubes menores, como Granada, Elche e Rayo Vallecano ficaram com apenas 18 milhões de euros (R$ 58 milhões).

A ideia é que seja utilizado um modelo mais parecido com o inglês, italiano ou o alemão. No ano passado, o governo espanhol já acenava com a possibilidade de diminuir o abismo entre Real e Barça e os outros clubes do país. A nova fórmula garantiria 50% dividido igualmente entre os clubes, 25% pelo desempenho esportivo dos times nas últimas cinco temporadas e os 25% restantes de acordo com o pode de audiência de cada agremiação.

- A não ser que avance urgentemente com a venda de direitos televisivos centralizados, o futebol espanhol vai ter um problema sério. Economicamente, vamos acabar com uma competição de nível cinco - continuou Javier Tebas.

Para tentar forçar a situação, o presidente do Espanyol, Joan Collet, até já ameaçou entrar com uma greve dos clubes que têm menos investimento. Para o dirigente, essa medida precisa ser imediata, e garantiu que conta com apoio de clubes importantes, como o Valencia.