icons.title signature.placeholder Luiz Gustavo Moreira, Paulo Victor Reis e Vinicius Andrade
05/04/2014
08:57

Para alguns, uma história que está sendo apagada. Para outros, um passo à frente e uma forma de aumentar as receitas do Botafogo. A decisão da diretoria de transformar o campo da sede de General Severiano num grande complexo de grama sintética com três campos de futebol soçaite gerou discórdia dentro do clube.

Os mais românticos acreditam que a obra macula a tradição construída por ali, onde Garrincha, Nilton Santos e outros craques deram os primeiros passos no futebol. Porém, a posição da diretoria e de outros alvinegros menos emotivos é a de que o verdadeiro campo de General Severiano nem existe mais.

– O campo que tem valor histórico é o antigo. Esse não tem nada. Garrincha e Nilton Santos não pisaram lá. Nenhum jogo importante foi disputado lá. Isso é saudosismo da parte de alguns – afirmou o vice-presidente de patrimônio alvinegro, Ricardo Braga, ao LANCE!Net.

Ricardo afirmou que a reforma será benéfica para os sócios, que desejam ter mais conforto dentro do clube, além dos alugueis que darão dinheiro ao Glorioso.

– Não vamos acabar com o campo. Estamos transformando ele numa ferramenta de receita. Foi uma ideia da diretoria, pensando nos sócios, que sempre reclamaram que não tinham uma área de lazer. É uma área que os associados nunca usaram – afirmou Braga.

No entanto, nem todos os sócios demonstraram apoio a decisão dos dirigentes alvinegros. Henrique de Marca, sócio-proprietário do Botafogo, afirmou à reportagem do LANCE!Net que não aprovou a medida, mesmo que os campos gerem receita para o Glorioso:

– O campo é patrimônio histórico do clube. Lá estiveram grandes jogadores. Quanto vai render para o clube? Será um valor irrisório perto da importância dele.