icons.title signature.placeholder Craque do Futuro - Afonso Neto Ferreira Ribeiro
21/03/2014
18:19

Em apenas 33 dias à frente das diretorias de futebol e de planejamento do Fortaleza, Evangelista Torquato encarou um turbilhão: uma contratação realizada - e três frustradas -, dívidas com o elenco e diversos conflitos políticos e administrativos, além de problemas particulares. Após a segunda passagem pela gestão Osmar Baquit, o dirigente se recusa a trabalhar novamente com o atual presidente. O desejo, na verdade, é transformar o modelo administrativo do clube. Para isso, o ex-diretor pretende retomar o movimento de oposição Democracia Fortaleza e quer ser candidato à presidência do Tricolor nas eleições deste ano - a primeira com o novo estatuto em vigência.

O LANCE!Net apurou que Torquato já se movimentou nos bastidores do clube, com apoio do ex-diretor de marketing Demetrius Coelho, para a eleição do final do ano e conversa com conselheiros de diversas alas do clube para tentar costurar acordo político. O ex-diretor de futebol não confirma se já iniciou o trabalho de campanha, mas admite que será candidato.

- Todos acham que eu sou candidato, então acho que eu sou candidato a presidente. De uma forma natural, eu seria candidato a presidente - admite Evangelista Torquato, em entrevista ao LANCE!Net.

Arrependido por ter voltado à diretoria este ano, Evangelista Torquato se afastou dos assuntos internos do clube, mas atua nos bastidores para organizar o retorno do movimento Democracia Fortaleza para que haja uma chapa de oposição no pleito, independentemente dos resultados do time em 2014.

- O movimento talvez vá retornar. A gente está reunindo forças para conversar... Acho que essa conversa (entrevista) vai fazer as pessoas entenderem tudo e acho que tem tudo para voltar. Com ou sem acesso, o Fortaleza precisa ter uma chapa de oposição ao que está aí. O acesso não vai trazer gestão. Acho que a gente tem, sim, que reorganizar o movimento e formar uma chapa com pessoas de pensamentos parecidos. Eu não trabalho nunca mais com Osmar Baquit, nem para ser cossíndico com ele.

Em dezembro, pela primeira vez na história do clube, haverá eleição direta para presidente. Além disso, sócios-torcedores adimplentes por dois anos consecutivos também poderão votar. As mudanças são em decorrência do novo estatuto tricolor, que entrou em vigor no início deste ano.

- Hoje em dia, a gente poder dizer que a governança do Fortaleza não passa apenas por 150 pessoas é um grande ganho. Nesse ponto, eu acho que o nosso estatuto é um dos mais avançados do país. Não tenho a menor dúvida. Talvez o maior trunfo do movimento Democracia Fortaleza tenha sido a gente forçar mesmo para que o estatuto fosse aprovado com essa cláusula de uma votação mais aberta para a torcida – diz Evangelista Torquato.