icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
13/06/2014
11:17

A arbitragem foi o assunto mais quente do briefing diário para a imprensa desta quinta-feira, que é o encontro que a Fifa, o COL e o governo brasileiro manterão com os jornalistas durante a Copa do Mundo.

O tema não poderia ser outro diante da atuação do japonês Yuichi Nishimura na vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a Croácia, em São Paulo. O apitador deu um pênalti em Fred, o que causou revolta nos croatas.

Deste primeiro encontro com a imprensa participaram o chefe de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, o diretor de marketing, Thierry Weil, e o diretor de TV da entidade, Niclas Ericson. Na visão de Busacca, o lance gera discussão e não dar para ter um veredito.


- O gesto e importante, o árbitro se concentra nisso. Quando vê um gesto claro, há a discussão. Até quando ele estava segurando? É uma situação de dúvida, como foi o caso de ontem. Pode ser uma situação que leva ao debate. Até que ponto foi suficiente (para derrubar)? Uns vão dizer que sim, outros dizem que não. Não podemos chegar a uma conclusão ainda - disse o dirigente, explicando que esse tipo de situação foi discutido com as seleções em fevereiro, durante o Workshop da Fifa, em Florianópolis:

- O árbitro não é o atacante e o zagueiro para saber até que ponto isso foi um gestou ou não. Isso foi o que o árbitro viu. Ele tinha uma excelente posição. Na reunião com as seleções, falamos claramente que não se queria que segurasse os jogadores. Isso foi discutido ostensivamente. Essa é minha resposta técnica.

Busacca inclusive usou uma foto do lance para embasar a argumentação de que o fato de haver contato deixa a situação ainda mais difícil de definir. O dirigente acrescentou que ainda não completou a análise da atuação do árbitro japonês para dizer se Nishimura vai atuar mais vezes na Copa ou não.

- Impossível porque ainda não analisamos o jogo inteiro, não se trata apenas de um lance. Ainda não decidimos os próximos jogos - disse ele.