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02/11/2014
13:46

Diretor executivo de esportes do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marcus Vinicius Freire afirmou que hoje em dia o atleta brasileiro tem as mesmas condições para treinar e competir de qualquer outro do mundo. De acordo com o dirigente, os brasileiros têm tudo o que precisam para aprimorar o seu desempenho.

- Minha tranquilidade é saber que o atleta brasileiro tem, hoje, a mesma condição do que qualquer outro. O que acontecia antes? Eu dizia que a geração anterior à minha era a geração do "se...". "Se a gente treinasse oito horas por dia, ia ganhar". "Se a gente fosse profissional e recebesse salário, ia ganhar". Sempre tinha uma muleta. Agora não tem mais. Se precisa morar no Japão, vai morar no Japão. Se precisa um técnico estrangeiro, tem. Ao mesmo tempo, a gente sabe que o nosso papel vai até o momento do saque, ou da largada. Dali para frente, ganhar ou perder faz parte do jogo. O que a gente quer é que o atleta brasileiro não tenha razão para desculpa. E antes tinha. Ele dizia "pô, o atleta alemão tem um suplemento alimentar que aqui não entra". "O americano é profissional e não precisa ficar olhando a conta corrente". Hoje em dia, ninguém é milionário, mas se sustentam através de um conjunto de agentes. O atleta tem uma bolsa pódio, um dinheiro do comitê ou do patrocinador. Por um lado, é fácil acompanhar tudo isso de fora. Sei que a gente entrega o melhor que a gente pode. E este melhor é igual a qualquer lugar do mundo – disse dirigente ao jornal Zero Hora.

Marcus Vinicius Freire disse em breve o Brasil vai melhorar a infraestrutura esportiva e que é preciso intercâmbio para que os atletas brasileiros consigam melhores resultados nas competições.

- Isso agora vai ser resolvido. O governo fez muito investimento e está construindo centros de treinamento. Em alguns casos, no meu entender, em lugares errados. Mas veio muito investimento e tem muito equipamento chegando. Passados os Jogos, vamos ter instalações. Só que não adianta ter isso se eu não jogar contra o melhor francês, contra o melhor belga...Eu fui à Copa do Mundo com 18 anos. Nos primeiros três dias, não comia, porque sentava no restaurante de frente para a porta e entravam os caras que eram os meus ídolos. Eu pedia autógrafo. Ficava lá, igual a um babaca...Enquanto você não perde esse respeito, não consegue jogar contra os caras. Então a instalação é importante, mas tem que ter o intercâmbio. O que nós não vamos ter, e este é um alerta que tenho feito a todos, são recursos humanos para administrar essas instalações – afirmou o cartola do COB ao jornal.