icons.title signature.placeholder Luis Fernando Ramos
19/06/2014
09:00

Ao contrário de muitos, aprecio e respeito o desejo da família Schumacher por privacidade neste momento tão complicado. O fato dele ser uma pessoa pública não dá a ninguém o direito de ser espectador de um drama familiar. E a barra ali está muito pesada.

A notícia desta semana deve ser digerida com moderação. Schumacher não saiu do coma no dia do jogo da Alemanha, como se soubesse que o amigo Podolski estaria em ação e ele não poderia perder a peleja - Schumacher viu in loco diversas partidas da Alemanha no Mundial de 2006.

A verdade é que há algum tempo ele tem períodos de consciência que são positivos em meio a um quadro de coma extremamente longo - e justamente por isso, preocupante.

A boa notícia da saída do hospital de Grenoble fica por conta da família. O Centro Hospitalar Universitário de Vaudois, perto de Lausanne na Suíça, fica a menos de meia hora da casa dos Schumacher. Assim fica mais fácil para que eles retomem seu dia-a-dia e incorporem à ele visitas a Michael em seu leito - a presença da esposa e dos filhos é tida pelos médicos como fundamental no processo de recuperação.

Vale atentar que o comunicado fala em “longo processo de reabilitação”, o que acabou deixado em segundo plano pela mídia em meio à euforia da notícia. Notem: existem diversas clínicas de fisioterapia e reabilitação neurológica em Lausanne - mas Schumacher deu entrada num hospital.

É um indício claríssimo que ele ainda está num estágio que requer cuidados extremos. E muito distante de começar a dura batalha de reaprender a falar e andar, entre outras atividades.