icons.title signature.placeholder Luis Fernando Ramos
12/06/2014
08:33

Quando Lewis Hamilton comemorou na Espanha sua quarta vitória consecutiva, a conquista do Mundial de 2014 parecia pura formalidade. Afinal, até ali, Nico Rosberg não havia o superado em nenhum duelo direto. Quatro semanas depois, o quadro é completamente distinto. O alemão venceu o GP de Mônaco, fez a pole no Canadá e provou estar pronto para lutar com o talentoso inglês até o final.

Isto ficou claro logo na largada. Rosberg saiu mal, Hamilton colocou de lado na primeira curva mas foi espremido para fora da pista pelo companheiro de equipe. Mais tarde, numa disputa por posição na freada da chicane, o alemão passou reto e acelerou para não perder a posição. Desacelerou nas curvas seguintes para “devolver” a vantagem conseguida, mas manteve a posição na pista. Malandramente.

Eventualmente, Rosberg foi ultrapassado por Hamilton, que tinha um ritmo superior com o composto macio de pneus. Mas o inglês quase imediatamente sofreu um problema de freios e teve de abandonar. O alemão também correu prejudicado, com perda de potência no motor e com os freios traseiros superaquecidos. Fez um trabalho excepcional para as condições.

Rosberg jogou a distribuição de freios para a parte dianteira e logo encontrou um bom ritmo para pilotar o carro nestas condições. Se defendeu de maneira perfeita da aproximação de Sergio Perez abrindo sempre mais de um segundo de vantagem para o mexicano antes do ponto de detecção para o uso da asa traseira móvel. Só perdeu a vitória porque Daniel Ricciardo deixou Perez para trás - e foi impossível usar o mesmo truque em cima do equilibrado carro da Red Bull.

Restou o consolo de somar 18 pontos numa corrida que tinha tudo para ser um desastre. Para Niki Lauda, consultor da Mercedes, Rosberg pilotou no Canadá “como um Deus”. Acima de tudo, mostrou estar preparado para dar o máximo sempre na disputa com Hamilton. E provar que não vai ser tão fácil assim como parecia ser há um mês.