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12/12/2013
10:36

Visivelmente cabisbaixo e após quatro dias de silêncio, o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, finalmente voltou a se pronunciar sobre a barbárie ocorrida em Joinville, no último domingo, e sobre as providências que o Vasco está tomando para tentar obter os três pontos da partida na Arena Joinville. Em vídeo divulgado no site oficial do clube, Dinamite afirma que a confusão desestabilizou a equipe.

- Mais do que nunca, o Vasco está tomando as decisões e buscando, através do seu corpo jurídico, defender a instituição, que está acima de qualquer um de nós, e é dentro disso que nós vamos lutar até o final (...). Vamos lutar até o final pelo nosso direito que, acho que é fundamental para que o torcedor do Vasco tenha consciência, não só do posicionamento do presidente, como de toda diretoria e de todos os nossos torcedores. Então, essa decisão com relação a esse primeiro momento, com relação a punição de perda do mando de campo é uma situação que vai ser julgada e, num segundo momento, aí sim, ser analisada o que ocorreu e aconteceu dentro daquela partida entre Atlético-PR e Vasco lá em Joinville. É isso que eu tenho para falar para todos vocês, torcedores do Vasco. Estamos tristes e vamos lutar até o final para que esse reparo possa estar acontecendo e, com isso, o Vasco vai lutar pelos três pontos, já que foi tirado, no meu modo de ver, a tranquilidade e o equilíbrio para que ele pudesse fazer o seu melhor para conseguir o resultado que nos interessava.

Na última quarta-feira, o Vasco deu entrada em recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pedindo a impugnação da partida contra o Atlético. O clube se baseia no artigo 19 do regulamento geral de competições da CBF, que prevê que o jogo só pode ser interrompido por até 60 minutos. Pela briga generalizada entre as torcidas do Furacão e do Cruz-Maltino, a partida ficou parada por 71 minutos. No pronunciamento, o presidente diz que a atitude dos torcedores do Vasco foi de defesa.

- Se acompanharmos, desde o início, a atitude da torcida do Atlético-PR foi em direção à torcida do Vasco, e o torcedor do Vasco, num primeiro momento, ficou acuado dentro de um espaço menor e teve um tipo de reação de defesa. Eu sou contra a violência, não aceito e não admito a violência (...). Torcedores do Atlético pularam e foram em direção aos torcedores do Vasco. A instituição Vasco da Gama não vai, em momento algum, estar acompanhando, ou estar unido a esse tipo de procedimento e atitude. Pessoas do Vasco ficaram detidas. Se houve excesso por parte desses torcedores, tem que ser punidos. Agora, torcedores do Atlético também tiveram atitudes, como eu falei, iniciaram uma violência, que poderia e deveria ser contida desde o momento em que se tivesse um policiamento dentro do estádio.

Dinamite ainda questiona a falta de policiamento na Arena Joinville.

- O ponto principal é com relação a segurança daquela partida. Eu acho, e continuo a pensar dessa forma, que a Polícia Militar deveria estar ali, fazendo a divisão das duas torcidas, para que tudo pudesse correr de uma forma tranquila. Infelizmente, essa decisão, se foi tomada pelo Ministério Público, ou pela própria PM, ou pela direção do Atlético-PR, é lamentável. Foi feito o jogo e tivemos esse problema.