icons.title signature.placeholder Michel Castellar
12/07/2014
16:53

A presidente Dilma Rousseff usou seu perfil no Twitter para afirmar que o governo não fará uma intervenção no futebol brasileiro. Em sete postagens, ela destacou que não existe o desejo de comandar o esporte mas modernizá-lo.

- O governo não quer comandar o futebol, pois ele não pode, nem deve ser estatal. Queremos ajudar a modernizá-lo. Contem conosco para isso. O futebol, que é atividade privada, precisa ter as melhores práticas da gestão privada, nas áreas comercial, financeira e futebolística - assegurou a presidente.

As respostas de Dilma ocorreram após uma nota publicada pelo candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves. Na nota, o tucano acusou o governo de ser oportunista ao propor uma profunda reformulação se teve 12 anos (os oito anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva somados ao primeiro mandato de Dilma) para para fazê-la e não a fez.

Na nota, Aécio Neves diz que o País não precisa da criação de uma futebras, mas, sim, de profissionalismo, gestão e de uma Lei de Responsabilidade Fiscal. Dilma revidou lembrando o episódio em que durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, houve a tentativa de mudar o nome da Petrobras para Petrobrax.

- Os que queriam transformar a Petrobras em Petrobrax, desvirtuam, agora, nossa posição de apoiar a renovação do nosso futebol. O Brasil não quer criar a Futebrás. Quer, sim, acabar com a Futebrax e deixar de ser um mero exportador de talentos - escreveu Dilma.

A presidente ainda ressaltou que o Brasil, que é uma das maiores economias do mundo, também pode ser uma das maiores bilheterias do futebol. Para ela, é preciso ampliar as oportunidades para os craques atuarem no Brasil e dar a eles as mesmas condições oferecidas pelo mercado internacional.

- As oportunidades devem ir das divisões de base ao nível profissional. Só assim garantiremos que jogadores de excelência fiquem no Brasil - concluiu Dilma, ao fim de sete posts.