icons.title signature.placeholder Michel Castellar
13/06/2014
12:44

A presidenta Dilma Rousseff partiu para o ataque após as vaias recebidas no Estádio do Corinthians, durante a abertura da Copa do Mundo, na quinta-feira. Afirmou que esse tipo de agressão não vai intimidá-la e que já passou por coisas muito piores.

- Não vou me deixar perturbar, atemorizar por xingamentos que não podem sequer ser escutados pelas crianças e famílias. Na minha vida pessoal quero lembrar que enfrentei situações do mais alto grau de dificuldade. Situações que chegaram ao limite físico. Suportei, não foram agressões verbais, foram físicas - ressaltou a presidenta ao lembrar a tortura sofrida durante o regime militar.

Dilma fez as declarações ao participar do primeiro trecho do BRT Expresso DF e frisou não ter ficado abatida com a situação. A presidenta foi firme ao declarar que não se sente enfraquecida, principalmente, porque os xingamentos não representaram o pensamento do povo brasileiro.

- O povo brasileiro não age assim, não pensa assim. Sobretudo, o povo brasileiro não sente da forma como esses pensamentos expressam - afirmou Dilma.


Após a inauguração do BRT Expresso DF, a presidente viajou para Recife. Na tarde desta sexta-feira, ela inaugurará visitará as obras e participará da abertura ao tráfego da Pista Oeste do Corredor Via Mangue.

As primeiras vaias e xingamentos aconteceram logo depois de o estádio inteiro cantar o Hino Nacional. Até quando o Brasil virou o jogo, com gol de Neymar, de pênalti, a presidenta foi vaiada. O telão mostrou imagem de Dilma, vestida de verde e amarelo, comemorando a virada.

A hostilidade repetiu a abertura da Copa das Confederações do ano passado, quando a presidenta foi vaiada ao discursar no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Ao seu lado, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, pediu respeito e fair play e também foi vaiado pela torcida.

Vaias a presidentes e políticos são comuns em eventos esportivos no Brasil. Na abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007, o então presidente Lula foi vaiado ao iniciar o seu discurso no Maracanã e foi substituído pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Co-Rio, Carlos Arthur Nuzman, que também recebeu apupos.

Por causa da recepção negativa, Dilma já havia decidido que não discursaria na abertura.