icons.title signature.placeholder Alexandre Braz
08/04/2014
08:52

Para estar ao lado do Botafogo na busca da vaga para as oitavas de final da Libertadores, estou em Buenos Aires pela primeira vez. Saí do Rio com o sol habitual e desembarquei na Terra de Maradona com céu nublado e chuva. Nas primeiras horas aqui, porém, já confirmei a ideia que sempre tive dos tão "temidos argentinos": são pessoas boas, simples e que ficam longe do estereótipo criado por alguns personagens no Brasil em torno deles.

Sobre o adversário dos alvinegros, nas ruas, pouco se fala. Um taxista, torcedor do Boca Juniors, me disse: "San Lorenzo não existe". Não é bem assim. Mas são coisas de torcedor, temos de entender. O Boca, aliás, tem sem dúvida a preferência da maioria. Carlos Tevez, ex-jogador do clube e hoje na Juventus (ITA), é muito querido, chega a fazer frente para Messi no coração dos argentinos com quem conversei. Talvez por ter jogado no clube mais popular, e tenha a sua não convocação para a seleção tão criticada. Para os hemanos, o técnico Alessandro Sabella é um "louco".

Craque, Riquelme tem sua permanência no Boca criticada até por seus fãs. Uma pena. O tempo para um dos maiores jogadores de futebol dos últimos anos passou. Outro torcedor do Boca, o taxista Pablo, conversa sobre futebol, diz que Messi é inigualável, afirma que gosta de Neymar, mas me questiona sobre quem foi melhor: Pelé ou Maradona? Ficou a pergunta, para ser cordial com o anfitrião, preferi deixar sem resposta.

Noto também que Buenos Aires, parafraseando um amigo, é uma cidade que respira muito mais futebol do que o Rio de Janeiro, por exemplo. A rivalidade entre os clubes da cidade pode ser sentida em cada comentário que alguém faz sobre seu clube do coração ou dos rivais. Ao Botafogo resta esquecer tudo isso, entrar em campo, jogar e vencer para se classificar.