icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
29/03/2014
09:03

Não é exagero dizer que há dois tipos de Emerson Sheik no Corinthians: um até a decisão contra o Boca Juniors e outro depois daquela noite mágica de 4 de julho de 2012, quando marcou os dois gols do título inédito e invicto da Libertadores.

O desempenho do atacante piorou após se tornar um dos maiores heróis da torcida do Timão. Acomodação? Má fase? Marcação diferenciada dos adversários? A resposta só ele mesmo pode dar, mas o certo é que os números são frios e não escondem uma queda impressionante do camisa 11 com a camisa do Corinthians.

A começar pelo número de gols marcados. A média de bolas na rede até o confronto com os argentinos, incluindo os dois gols no goleiro Orion, foi de 0,26/jogo. Depois, o número despencou para 0,11/jogo. Foram muito mais jogos e muito menos gols.

Em relação aos cartões amarelos, a mesma disparidade. O camisa 11 passou a ser mais advertido pelos árbitros e, consequentemente, participando menos dos jogos, já que houve mais necessidade de cumprir suspensão automática - em relação aos cartões vermelhos, a média ficou mantida.

Essa queda de produção faz com que a diretoria tente se livrar do jogador que, por sua vez, não parece disposto a sair do clube diante do longo contrato e do salário em dia - vínculo encerrará apenas em meados de 2015.

ATÉ A FINAL CONTRA O BOCA JUNIORS (ARG):

54 JOGOS
disputados por Sheik até a final da Libertadores contra o Boca Juniors, quando virou herói.

0,26 GOL POR JOGO
a média do atacante nesse período.

0,20 CARTÃO AMARELO POR JOGO
a média do atacante.

0,037 CARTÃO VERMELHO POR JOGO
a média do atacante da chegada ao Timão até essa decisão.

APÓS A FINAL CONTRA O BOCA JUNIORS (ARG):

83 JOGOS
disputados após se tornar herói da Fiel ao fazer os gols na decisão de 4 de julho de 2012.

0,11 GOL POR JOGO
a média do atacante nesse período.

0,32 CARTÃO AMARELO POR JOGO
a média do atacante.

0,036 CARTÃO VERMELHO POR JOGO
a média do atacante da chegada ao Timão até essa decisão.