icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
28/02/2015
08:00

A partir deste sábado, o vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, e o técnico Muricy Ramalho não poderão mais se esquivar sobre o caso Wesley. O volante não é mais jogador do Palmeiras, com quem tinha vínculo até a última sexta-feira, e está livre para, enfim, pular o muro da Academia de Futebol para o CT da Barra Funda.

Do Verdão, o nono reforço do Tricolor para a temporada carrega a ira da torcida, provocada pelo acerto com o rival ainda no primeiro semestre do ano passado e pela suposta falta de compromisso em um momento delicado do clube.

Pelas últimas impressões deixadas no Palestra Itália, os tricolores chegaram a tentar desfazer o negócio, mas tiveram de se contentar com uma pesquisa sobre a personalidade do volante. A ideia era tentar minimizar os efeitos da chegada de um atleta com salários mais altos do que a maioria de um elenco de convivência muito saudável.

Entre os consultados estavam dois líderes do grupo: Paulo Henrique Ganso e Alan Kardec. O primeiro foi companheiro de Wesley nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil pelo Santos em 2010. O segundo fez parceria entre 2013 e 2014 no Palmeiras. De ambos, além de Hudson, formado com o volante na base do Peixe, as recomendações foram sempre positivas.

Há, no entanto, quem acenda a luz amarela para uma das características mais marcantes de Wesley. Brincalhão por essência, ele chegou a incomodar no Palmeiras por passar dos limites nos trotes e brincadeiras, principalmente contra jovens recém-promovidos da base.