icons.title signature.placeholder Guilherme Abrahão e Matheus Babo
22/03/2014
07:08

A derrota para o Horizonte por 3 a 1, na estreia do Fluminense na Copa do Brasil, pode frustrar muitos planos da equipe na temporada, em especial no segundo semestre. Isto porque o Tricolor foi ao Ceará pensando em eliminar o jogo de volta para ter mais tempo para se preparar. O cenário mudou, a partida no próximo dia 10 será mais do que decisiva.

Um dos principais problemas do Fluminense ter que jogar e reverter um quadro complicado no Maracanã é a proximidade de um eventual final do Campeonato Carioca. Caso o Tricolor cheguei à decisão estadual, quatro dias antes terá que se desdobrar para bater os cearenses por pelo menos 2 a 0. E o discurso teve que mudar. E Renato Gaúcho vai com o que tiver de melhor.

– No jogo no Maracanã será força máxima. Não tem essa de time misto. Em qualquer tipo de jogo. Vou com o que tiver de melhor, mesmo se estiver na final do Carioca – afirmou o treinador.

E o impacto da derrota repercutiu em outras frentes, até mesmo política, nas Laranjeiras. A FluSocio, principal grupo de apoio e partidário ao presidente Peter Siemsen, publicou duas cartas abertas em seu blog, primeiro questionando o treinador e depois o mandatário (veja mais na página ao lado), aumentando as rusgas políticas existentes nas Laranjeiras. Torcedores, picharam os muros do clube e nas redes sociais questionaram a qualidade do elenco. A zaga, que não foi bem na partida, voltou a ser alvo de críticas e os adeptos exigem reforços.

Já pelos lados do Horizonte, nada de de tirar os pés do chão.

– A torcida já fez uma festa bonita, e ajudou a conseguirmos esse resultado importante. Agora temos que  colocar a cabeça no lugar. Conquistamos uma boa vantagem, mas o Fluminense merece ser respeitado – disse o treinador do Horizonte, Roberto Carlos.

O QUE PODE ATRAPALHAR A VIDA DO FLUMINENSE

- O foco da equipe poderia estar voltado apenas para as finais do Campeonato Carioca. Agora, caso chegue à decisão, o time terá de jogar contra o Horizonte quatro dias antes.

- A ira da torcida aumentou ainda mais com o tropeço contra o time cearense. Alguns torcedores picharam os muros das Laranjeiras criticando a equipe e a diretoria.

- A pressão política também aumentou. Principal grupo de apoio ao presidente Peter Siemsen, a Flusócio criticou fortemente o técnico Renato Gaúcho e reclamou do mandatário.

- O Flu conta com a Copa do Brasil como prioridade para voltar à Libertadores. Caso seja eliminada, a equipe terá de conseguir uma vaga através do Campeonato Brasileiro.