icons.title signature.placeholder Verônica Souza
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23/07/2013
13:52

"A intervenção está acabando com o Bahia". Foi assim que o Dr. Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado do ex-presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, definiu a atual situação política do clube e encaminhou um pedido de suspensão do juiz Paulo Albiani - responsável pela sentença favorável à intervenção - além da suspensão do processo que colocou Carlos Rátis no comando do Tricolor.

O advogado classifica como "inadequada, injurídica e ilegal" a atitude do juiz, que pede pela destituição do advogado, uma vez que o mesmo foi contratado pelo Bahia para defender Guimarães Filho - cidadão que não tem mais qualquer ligação com o clube. No entanto, o discurso da defesa destaca que a contratação é completamente legal e que a intervenção está abrindo um precedente perigoso no futebol brasileiro.

- O juiz Paulo Albiani toma atitudes que extrapolam a sua função e permite que o interventor, nomeado pelo próprio, conduza a intervenção de maneira inadequada e obscura. O juiz é quem está gerindo o clube, e a atitude compromete os interesses do Bahia, já que está muito claro que a gestão atual é tendenciosa e ridícula - explicou o advogado, em entrevista ao LANCE!Net.

Ainda segundo a defesa de Guimarães Filho, a auditoria rigorosa determinada pelo juiz só servirá para desestabilizar ainda mais o clube. Desde quando Carlos Rátis assumiu o Esquadrão, no último dia 9, muitos funcionários abandonaram seus postos, dificultando o trabalho do interventor.

- Estou muito mal impressionado com a maneira como estão conduzindo as coisas no Bahia. Conversei com diversos executivos de clubes nacionais e internacionais, e a opinião é unânime: a intervenção está acabando com o clube. Para se ter noção do quanto a situação é desfavorável aos interesses dos tricolores, durante a audiência um desembargador proferiu a seguinte frase no tribunal: "Eu odeio o Bahia" - pontuou o Dr. Antônio.

Assim como a defesa de Guimarães Filho, a oposição também questiona o real papel de Carlos Rátis no comando do Esquadrão. Em entrevista ao LANCE!Net, o ex-conselheiro César Oliveira pediu que a intervenção fosse conduzida de maneira mais clara e apontou possíveis interferências políticas na administração do clube.

Confira alguns trechos do documento encaminhado pela defesa de Marcelo Guimarães Filho:

"O que está a acontecer é que o interventor está a fazer papel meramente decorativo quando, em verdade, o verdadeiro gestor do Esporte Clube Bahia é o juiz de direito Paulo Albiani Alves, ora Excpeto, pelas constantes ingerências (desnecessárias) que tem feito na Agremiação – que exorbitam e muito seu poder geral de cautela -, usurpando as atividades do interventor e extrapolando o próprio objeto da ação ordinária e da intervenção”.

“Não precisa sequer ter conhecimentos específicos sobre administração ou auditoria, para se ter a exata noção de que não é adequada, apropriada e muito menos prioritária uma ‘auditoria rigorosa’ no clube em um momento tão conturbado. Esta, se necessária, deverá ocorrer quando o clube voltar à sua normalidade administrativa, quando os auditores poderão ser subsidiados com documentos e informações imprescindíveis à realização dos trabalhos. Caso se dê a absurda auditoria determinada pelo Excpeto, a mesma serviria tão somente para criar ‘factóides’ através de ‘vazamentos’ à imprensa de informações parciais e distorcidas, com o claro propósito de conspurcar a imagem da diretoria ilegitimamente destituída”.

"A intervenção está acabando com o Bahia". Foi assim que o Dr. Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado do ex-presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, definiu a atual situação política do clube e encaminhou um pedido de suspensão do juiz Paulo Albiani - responsável pela sentença favorável à intervenção - além da suspensão do processo que colocou Carlos Rátis no comando do Tricolor.

O advogado classifica como "inadequada, injurídica e ilegal" a atitude do juiz, que pede pela destituição do advogado, uma vez que o mesmo foi contratado pelo Bahia para defender Guimarães Filho - cidadão que não tem mais qualquer ligação com o clube. No entanto, o discurso da defesa destaca que a contratação é completamente legal e que a intervenção está abrindo um precedente perigoso no futebol brasileiro.

- O juiz Paulo Albiani toma atitudes que extrapolam a sua função e permite que o interventor, nomeado pelo próprio, conduza a intervenção de maneira inadequada e obscura. O juiz é quem está gerindo o clube, e a atitude compromete os interesses do Bahia, já que está muito claro que a gestão atual é tendenciosa e ridícula - explicou o advogado, em entrevista ao LANCE!Net.

Ainda segundo a defesa de Guimarães Filho, a auditoria rigorosa determinada pelo juiz só servirá para desestabilizar ainda mais o clube. Desde quando Carlos Rátis assumiu o Esquadrão, no último dia 9, muitos funcionários abandonaram seus postos, dificultando o trabalho do interventor.

- Estou muito mal impressionado com a maneira como estão conduzindo as coisas no Bahia. Conversei com diversos executivos de clubes nacionais e internacionais, e a opinião é unânime: a intervenção está acabando com o clube. Para se ter noção do quanto a situação é desfavorável aos interesses dos tricolores, durante a audiência um desembargador proferiu a seguinte frase no tribunal: "Eu odeio o Bahia" - pontuou o Dr. Antônio.

Assim como a defesa de Guimarães Filho, a oposição também questiona o real papel de Carlos Rátis no comando do Esquadrão. Em entrevista ao LANCE!Net, o ex-conselheiro César Oliveira pediu que a intervenção fosse conduzida de maneira mais clara e apontou possíveis interferências políticas na administração do clube.

Confira alguns trechos do documento encaminhado pela defesa de Marcelo Guimarães Filho:

"O que está a acontecer é que o interventor está a fazer papel meramente decorativo quando, em verdade, o verdadeiro gestor do Esporte Clube Bahia é o juiz de direito Paulo Albiani Alves, ora Excpeto, pelas constantes ingerências (desnecessárias) que tem feito na Agremiação – que exorbitam e muito seu poder geral de cautela -, usurpando as atividades do interventor e extrapolando o próprio objeto da ação ordinária e da intervenção”.

“Não precisa sequer ter conhecimentos específicos sobre administração ou auditoria, para se ter a exata noção de que não é adequada, apropriada e muito menos prioritária uma ‘auditoria rigorosa’ no clube em um momento tão conturbado. Esta, se necessária, deverá ocorrer quando o clube voltar à sua normalidade administrativa, quando os auditores poderão ser subsidiados com documentos e informações imprescindíveis à realização dos trabalhos. Caso se dê a absurda auditoria determinada pelo Excpeto, a mesma serviria tão somente para criar ‘factóides’ através de ‘vazamentos’ à imprensa de informações parciais e distorcidas, com o claro propósito de conspurcar a imagem da diretoria ilegitimamente destituída”.