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19/07/2013
08:00

A perda do título da Recopa Sul-Americana expôs o clima bastante turbulento no São Paulo. As declarações de elenco, técnico e até dirigente tricolor foram o ápice da má fase da equipe e ilustram o atual momento de crise no Morumbi.

Sem vencer há nove partidas - neste período, são sete derrotas e dois empates -, os jogadores buscam explicações, que vão desde o mau desempenho dos defensores e a falta de tempo de tempo para treinar e até críticas ácidas do capitão e mais experiente jogador a uma exposta estagnação do clube diante do cenário vivido pelos rivais.

Aos 40 anos e na última temporada da carreira, o ídolo e capitão Rogério Ceni desabafou. O goleiro, que faturou 31 títulos e já participou de 1.083 partidas pela equipe do Morumbi, admite que há muitos aspectos a melhorar.

- Problema do São Paulo é grande no momento, mas não me sinto à vontade de falar quais são eles. Paramos um pouco no tempo, e os outros avançaram. As outras pessoas seguem e a gente parou no tempo. Hoje, a equipe do Corinthians é melhor do que a nossa. Tem que ser realista no futebol. Como conjunto, vivem um momento melhor que a gente e fisicamente também - declarou o camisa 01 do Tricolor, que foi rebatido pelo diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, que ainda vê o goleiro em má fase na reposição de bola.

Após a disputa da Copa das Confederações, o São Paulo encarou o Corinthians (duas vezes), Santos, Bahia e Vitória. A equipe foi derrotada em todos os confrontos. Além disso, teve as redes balançadas em 11 oportunidades contra apenas quatro gols marcados. Somado ao amistoso diante do Flamengo, são seis derrotas consecutivas, igualando a pior marca da história, de 1936.

Contratado em setembro de 2012, o meia Paulo Henrique Ganso ainda busca reencontrar o seu melhor desempenho. E após o Majestoso válido pelo torneio continental, o jogador reclamou do desempenho do sistema defensivo do clube.

- Produzimos pouco. Na chance que a gente teve para empatar a partida, não fizemos e tomamos o segundo. Temos muito trabalho, principalmente no posicionamento da nossa defesa - disse o Maestro.

O técnico são-paulino Paulo Autuori se queixou do preparo físico da equipe, aquém do possível, e pontuou as falhas do Tricolor que culminam no mau desempenho e aumentam à má fase.

- Não tem o que explicar, quando reconheci aqui a superioridade do advesário é isso. Faltou exatamente isso, agressividade, capacidade de jogar no campo do adversário, aceitar a pressão adversária. Isso tem seus motivos, isso vai ser discutido com eles - disse.

Ralf e Ganso disputam a posse de bola (Foto: Eduardo Viana/ LANCE!Press)

O atacante Osvaldo também evidenciou que a crise ganha novos capítulos após a perda do título para o Corinthians.

- A pressão vai aumentar ao perder para um rival, e agora tem que trabalhar. Tem de criar mais, equipe grande tem que arriscar um pouco mais - completou.

Para reverter o momento, o São Paulo já visa ao confronto diante do Cruzeiro, neste sábado, no estádio do Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. O confronto, diante do cenário vivido pela equipe, vale mais do que os três pontos.

Frases do rival:

"Qualquer outro clube com a performance do Sâo Paulo até 2008 foi usado como modelo, porque até então no futebol ninguém tinha estrutura igual. Hoje temos estrutura tão boa quanto ou melhor. Foi uma mudança física e no pensamento" (Roberto de Andrade, diretor do Corinthians)

"Nunca comparo o Corinthians nenhum tipo de equipe. A gente busca a excelência, tenta semprw deixar o Corinthians no melhor patamar possível. A gente não tem um parâmetro, se estamos acima, iguais... É excelência dentro do clube" (Edu Gaspar, gerente do Corinthians)

Confira abaixo algumas declarações após o jogo diante do Corinthians:

Rogério Ceni

- Tem de tentar mudar, a parte psicológica do time, nos últimos meses, nos últimos anos, os adversários cresceram e a gente ficou um pouco para trás. O São Paulo é grande o suficiente para tentar, tem o Autuori altamente capacitado. O Corinthians é melhor, no conjunto, e não temos muito tempo para corrigir isso. Tem jogo de domingo e quarta. O Paulo é a pessoa certa para arrumar isso. Vamos tentar nos ajeitar no Brasileiro.

- Problema do São Paulo é grande no momento, mas não me sinto à vontade de falar quais são eles. Paramos um pouco no tempo, e os outros avançaram. As outras pessoas seguem e a gente parou no tempo. Hoje, a equipe do Corinthians é melhor do que a nossa. Tem que ser realista no futebol. Como conjunto, vivem um momento melhor que a gente e fisicamente também.

Paulo Henrique Ganso

- Produzimos pouco. Na chance que a gente teve para empatar a partida, não fizemos e tomamos o segundo. Temos muito trabalho, principalmente no posicionamento da nossa defesa.

Paulo Autuori

- O lance agora é o seguinte: não há tempo para trabalho, treinamento, e ele é importante. Eu particularmente valorizo muito o treino. Obviamente, em um momento desses, na situação que vivemos, fica difícil, vai ter que ser na conversa. Sábado já tem jogo, por exemplo, e não há nada a fazer a não ser tentar ajustar as coisas na conversa. Treino nesse momento não é possível.

Luis Fabiano

- Momento difícil, não adianta se esconder. O grupo hoje não pensa em lutar contra o rebaixamento, está cedo, tem muita coisa para acontecer, precisa reagir. O São Paulo não merece estar onde está. Tem de buscar forças, motivação de algum lugar, não sei de onde, para ganhar os jogos.

Osvaldo 

- A pressão vai aumentar ao perder para um rival, e agora tem que trabalhar. Tem de criar mais, equipe grande tem que arriscar um pouco mais.

A perda do título da Recopa Sul-Americana expôs o clima bastante turbulento no São Paulo. As declarações de elenco, técnico e até dirigente tricolor foram o ápice da má fase da equipe e ilustram o atual momento de crise no Morumbi.

Sem vencer há nove partidas - neste período, são sete derrotas e dois empates -, os jogadores buscam explicações, que vão desde o mau desempenho dos defensores e a falta de tempo de tempo para treinar e até críticas ácidas do capitão e mais experiente jogador a uma exposta estagnação do clube diante do cenário vivido pelos rivais.

Aos 40 anos e na última temporada da carreira, o ídolo e capitão Rogério Ceni desabafou. O goleiro, que faturou 31 títulos e já participou de 1.083 partidas pela equipe do Morumbi, admite que há muitos aspectos a melhorar.

- Problema do São Paulo é grande no momento, mas não me sinto à vontade de falar quais são eles. Paramos um pouco no tempo, e os outros avançaram. As outras pessoas seguem e a gente parou no tempo. Hoje, a equipe do Corinthians é melhor do que a nossa. Tem que ser realista no futebol. Como conjunto, vivem um momento melhor que a gente e fisicamente também - declarou o camisa 01 do Tricolor, que foi rebatido pelo diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, que ainda vê o goleiro em má fase na reposição de bola.

Após a disputa da Copa das Confederações, o São Paulo encarou o Corinthians (duas vezes), Santos, Bahia e Vitória. A equipe foi derrotada em todos os confrontos. Além disso, teve as redes balançadas em 11 oportunidades contra apenas quatro gols marcados. Somado ao amistoso diante do Flamengo, são seis derrotas consecutivas, igualando a pior marca da história, de 1936.

Contratado em setembro de 2012, o meia Paulo Henrique Ganso ainda busca reencontrar o seu melhor desempenho. E após o Majestoso válido pelo torneio continental, o jogador reclamou do desempenho do sistema defensivo do clube.

- Produzimos pouco. Na chance que a gente teve para empatar a partida, não fizemos e tomamos o segundo. Temos muito trabalho, principalmente no posicionamento da nossa defesa - disse o Maestro.

O técnico são-paulino Paulo Autuori se queixou do preparo físico da equipe, aquém do possível, e pontuou as falhas do Tricolor que culminam no mau desempenho e aumentam à má fase.

- Não tem o que explicar, quando reconheci aqui a superioridade do advesário é isso. Faltou exatamente isso, agressividade, capacidade de jogar no campo do adversário, aceitar a pressão adversária. Isso tem seus motivos, isso vai ser discutido com eles - disse.

Ralf e Ganso disputam a posse de bola (Foto: Eduardo Viana/ LANCE!Press)

O atacante Osvaldo também evidenciou que a crise ganha novos capítulos após a perda do título para o Corinthians.

- A pressão vai aumentar ao perder para um rival, e agora tem que trabalhar. Tem de criar mais, equipe grande tem que arriscar um pouco mais - completou.

Para reverter o momento, o São Paulo já visa ao confronto diante do Cruzeiro, neste sábado, no estádio do Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. O confronto, diante do cenário vivido pela equipe, vale mais do que os três pontos.

Frases do rival:

"Qualquer outro clube com a performance do Sâo Paulo até 2008 foi usado como modelo, porque até então no futebol ninguém tinha estrutura igual. Hoje temos estrutura tão boa quanto ou melhor. Foi uma mudança física e no pensamento" (Roberto de Andrade, diretor do Corinthians)

"Nunca comparo o Corinthians nenhum tipo de equipe. A gente busca a excelência, tenta semprw deixar o Corinthians no melhor patamar possível. A gente não tem um parâmetro, se estamos acima, iguais... É excelência dentro do clube" (Edu Gaspar, gerente do Corinthians)

Confira abaixo algumas declarações após o jogo diante do Corinthians:

Rogério Ceni

- Tem de tentar mudar, a parte psicológica do time, nos últimos meses, nos últimos anos, os adversários cresceram e a gente ficou um pouco para trás. O São Paulo é grande o suficiente para tentar, tem o Autuori altamente capacitado. O Corinthians é melhor, no conjunto, e não temos muito tempo para corrigir isso. Tem jogo de domingo e quarta. O Paulo é a pessoa certa para arrumar isso. Vamos tentar nos ajeitar no Brasileiro.

- Problema do São Paulo é grande no momento, mas não me sinto à vontade de falar quais são eles. Paramos um pouco no tempo, e os outros avançaram. As outras pessoas seguem e a gente parou no tempo. Hoje, a equipe do Corinthians é melhor do que a nossa. Tem que ser realista no futebol. Como conjunto, vivem um momento melhor que a gente e fisicamente também.

Paulo Henrique Ganso

- Produzimos pouco. Na chance que a gente teve para empatar a partida, não fizemos e tomamos o segundo. Temos muito trabalho, principalmente no posicionamento da nossa defesa.

Paulo Autuori

- O lance agora é o seguinte: não há tempo para trabalho, treinamento, e ele é importante. Eu particularmente valorizo muito o treino. Obviamente, em um momento desses, na situação que vivemos, fica difícil, vai ter que ser na conversa. Sábado já tem jogo, por exemplo, e não há nada a fazer a não ser tentar ajustar as coisas na conversa. Treino nesse momento não é possível.

Luis Fabiano

- Momento difícil, não adianta se esconder. O grupo hoje não pensa em lutar contra o rebaixamento, está cedo, tem muita coisa para acontecer, precisa reagir. O São Paulo não merece estar onde está. Tem de buscar forças, motivação de algum lugar, não sei de onde, para ganhar os jogos.

Osvaldo 

- A pressão vai aumentar ao perder para um rival, e agora tem que trabalhar. Tem de criar mais, equipe grande tem que arriscar um pouco mais.