icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese
01/07/2014
08:00

Apontada como uma das favoritas para conquistar a Copa do Mundo, a Alemanha não tem um craque como o Brasil tem Neymar ou como a Argentina tem Messi. Thomas Müller, no entanto, diferencia-se entre bons jogadores que fazem do coletivo a principal força germânica neste Mundial. Até agora, ele foi decisivo em todos os quatro duelos.

Na vitória por 2 a 1 diante da Argélia, conquistada apenas após a prorrogação do duelo do Beira-Rio, nesta segunda-feira, em Porto Alegre, o camisa 13 novamente brilhou. Foi dele a jogada pela esquerda que resultou no cruzamento e assistência para Schürrle abrir o placar. Depois, os alemães ampliaram com Özil, e a Argélia descontou nos minutos finais com Djabou.

Müller já marcou quatro gols e tem duas assistências nesta Copa. Na estreia diante de Portugal, ele marcou três na vitória por 4 a 0. Com apenas 24 anos e relembrando os cinco gols da Copa de 2010, na África do Sul, que o fizeram ser o artilheiro do torneio na ocasião, seu nome voltou a ganhar notoriedade. Será que o jogador pode vir a ser o maior artilheiro das Copas? Qualidade e tempo para isso ele tem.

No jogo seguinte, o empate por 2 a 2 com Gana, o meia passou em branco. No entanto, foi dele a assistência para o gol de Mario Götze, que abriu o placar. O jogador, que tem feito a função de falso 9, mais avançado entre os zagueiros, saiu da área pelas pontas, sua característica principal, e encontrou o companheiro na área.

Já no duelo pela última rodada, diante dos Estados Unidos, Müller aproveitou um rebote de uma cabeçada de Mertesacker para bater com classe, no canto, e definir a vitória por 1 a 0. Com isso, chegou a nove gols em nove partidas em Copas.

Agora, o camisa 13 tem nove gols em dez partidas. Neste Mundial, permanece com quatro, ao lado de Neymar e Messi (o argentino ainda disputará as oitavas nesta terça-feira, diante da Suíça, na Arena Corinthians). O artilheiro é o colombiano James Rodríguez, com cinco.

Müller, menos baladado que todos os outros, vai liderando a seleção de Joachim Löw no Brasil. Título e artilharia máxima de Copas, por mais ousadas que sejam as metas, são uma realidade próxima na carreira do alemão.