icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Marcio Porto
11/02/2015
08:00

O torcedor do Santos enche a boca para contar as glórias de Robinho, seu camisa 7 favorito, diante do São Paulo e espera que o ídolo faça a diferença novamente no clássico desta quarta-feira, às 22h, na Vila Belmiro. O problema é que, do outro lado, o Tricolor também aposta suas fichas no talento e no poder de decisão de seu camisa 7 para o jogo da 4ª rodada do Campeonato Paulista.

Michel Bastos está acostumado com as comparações a Robinho. Quando defenderam a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, eram frequentemente alvos de brincadeiras sobre a semelhança física. Na África do Sul, aprenderam a conviver e ganharam entrosamento em campo. Na Baixada Santista, a conversa será outra.

– Foi uma honra poder ter jogado com ele. Sabia que, se chegasse bola, ele faria a diferença. Sempre provou isso, mas espero que ele não esteja em um grande dia. Espero que seja o 7 do São Paulo o cara decisivo. Torço muito por ele, mas hoje não. Espero que o 7 do São Paulo saia vencedor – brincou, ao LANCE!Net.

Se os números pelo Santos no clássico San-São jogam a favor de Robinho, que venceu os tricolores nove vezes na carreira, Michel Bastos não se intimida. Da França, onde defendeu Lille e Lyon, o meia são-paulino assegura: é um especialista em clássicos.

A prova? O bom desempenho em 2014. Foram quatro jogos contra rivais, com três vitórias e apenas uma derrota. O Peixe, adversário de hoje, foi o primeiro e o único a ser derrotado duas vezes pelo camisa 7, que promete roubar o protagonismo de Robinho no confronto na Vila.

– Espero, espero (fazer estrago). Dou graças a Deus, porque sempre fui bem em clássicos, desde os tempos de futebol francês. Tanto quando joguei como no banco, sempre marquei. Aqui no São Paulo, até acho que meu melhor jogo foi num clássico, contra o Palmeiras (2x0 no Morumbi). Gosto desses jogos assim e sempre fui decisivo. Espero ser outra vez – projetou.

Confira bate-bapo exclusivo com Michel Bastos:

Vai ser o primeiro reencontro com o Robinho no Brasil?
Não, a gente se encontrou em Cuiabá (São Paulo venceu por 1 a 0 no Brasileirão de 2014). E jogar contra o Robinho dentro de campo faz “acabar” a amizade (risos). Ele vai fazer o melhor dele no Santos e eu o meu melhor no São Paulo. Só no final a gente volta a ser amigos.

Essa amizade surgiu na Copa do Mundo de 2010?
O maior contato que pude ter foi ali. Vamos ter oportunidade de se ver de novo, mas quando começar o jogo, acabou tudo! Cada um para seu lado!