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18/11/2014
15:24

A humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo ainda ecoa nos jogadores que defenderam a Seleção Brasileira. Em entrevista ao site da Fifa, o zagueiro Dante, do Bayern de Munique, afirmou que os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari não estavam preparados pscicologicamente para a pressão de atuar dentro de casa.

- Para mim, o que aconteceu foi que, psicologicamente, não nos preparamos de forma adequada para a Copa do Mundo. Tínhamos que nos colocar na posição de favoritos e incorporar a necessidade de vencer, mas respeitando o esporte e o que ele tem de imprevisível. Quando nós vimos que tomamos o segundo e o terceiro gols, nós simplesmente não aceitamos o fato. Não raciocinamos. Não pensamos que era preciso encarar a situação e ser mais inteligentes. Em vez disso, nossa reação era de: “Isso não é possível. Não pode acontecer. Nós temos obrigação de ganhar a Copa. Vamos para a frente.” E, então, isso virou um choque, que ocasionou o 7 a 1. O placar não reflete a diferença de qualidade entre os dois times, mas sim a forma como, psicologicamente, nos colocamos naquele Mundial. Por causa da pressão, não estávamos preparados para adversidades - declarou.

Na visão de Dante, o episódio serviu como aprendizado para todos. Segundo o zagueiro, o momento foi ímpar e ele declarou não ter medo de ficar marcado pela derrota expressiva.

- A Seleção Brasileira é algo ímpar, e a Copa é um torneio incomparável. Disputar uma dentro do próprio Brasil não é para qualquer um. Eu vivi intensamente cada minuto ali, independentemente do resultado no final, e tive uma grande experiência, tanto positiva quanto negativa. Aprendi muito. Aprendi que o futebol também pode te trazer decepção, dentro e fora do campo. Aprendi que, sem controle psicológico, chega um momento em que “amor”, “garra”, “emoção” não bastam. Não tenho medo de ficar marcado. Se ficar marcado, fiquei. - analisou.

Sobre um possível retorno à Seleção, Dante reconhece que o momento é de um novo trabalho no comando e não cria expectativas. Porém, caso receba nova chance vai aproveitá-la da melhor maneira possível.

- Olha, eu trabalho primeiramente para o Bayern. Tem que ser assim. Eu entendo perfeitamente que, após um Mundial, com a chegada de um treinador novo, vá haver chances para os mais novos. É natural. Mas, claro, se em algum momento vier uma nova convocação, eu vou, com todo o prazer. Por tudo o que a Seleção me deu, pelo orgulho que gerou em mim e na minha família, eu não tenho nenhum direito de dizer “não” para a Seleção Brasileira - finalizou.