icons.title signature.placeholder Ivo Felipe
19/12/2013
10:10

A vitória sobre as húngaras na partida de quartas de final do Mundial Feminino de Handebol, nesta quarta-feira, foi como uma espécie de libertação para as jogadoras brasileiras. Foi, também, uma vingança contra o que as atletas veem como um jogo desleal das rivais europeias. A pivô Dani Piedade foi a primeira a falar sobre o tema, na coletiva de imprensa após o jogo.

– Hoje (quarta-feira), foi um pouco de “Raiva, Brasil” (risos). Nós tivemos um torneio no qual as húngaras foram muito desleais com a gente. A número 7 (Zita Szucsanszki) deu um murro nas costas da Mayara. E a gente ficou muito doída com aquilo. A raiva veio daí. Viemos com muita vontade de acabar com isso – disse a brasileira depois do duelo.

A partida à qual Dani Piedade se refere ocorreu na Provident Cup, um torneio amistoso preparatório para o Mundial da Sérvia. Na ocasião, a Seleção saiu do duelo com a vitória, 28 a 26, mesmo com as ocorrências.

Dani Piedade brincou com o lema que a delegação brasileira adotou desde a chegada à Sérvia. O "Raça, Brasil!" foi repetido diversas vezes pelas jogadoras, em seus perfis em redes sociais, além de ser citado em ações promocionais da Confederação Brasileira (CBHb) também.

A arbitragem do duelo desta quarta-feira também foi assunto recorrente entre as jogadoras. O excesso de punições ao Brasil – foram nove dois minutos aplicados no time nacional, e somente quatro às húngaras – irritou.

– No primeiro tempo, foram cinco dois minutos e elas levaram só um. Era um absurdo – disse o técnico Morten Soubak.