icons.title signature.placeholder Ivo Felipe
18/12/2013
18:20

Pela primeira vez na história a Seleção Brasileira feminina de handebol está na semifinal do Mundial da modalidade. O feito veio nesta quarta-feira após vitória sobre a Hungria, por 33a 31, em Belgrado, na Sérvia. Após a sofrida classificação, que só veio depois de duas prorrogações, as jogadoras comemoraram o resultado, mas frisaram que a competição ainda não acabou. Para Dani Piedade, "foi uma parte da batalha. Não acabou a guerra".

- Foi um jogo de explodir o coração. Começamos bem na partida, infelizmente acho que tinha um pouco do nervosismo. A defesa melhorou no decorrer do jogo, mas, infelizmente, o ataque não estava indo muito bem. A arbitragem dificultou ainda mais. Sabemos que nada é fácil. Tivemos de colocar isso na cabeça positivamente e conseguimos manter o nosso jogo - afirmou a jogadora, frisando estar muito feliz por fazer parte da história da equipe.

Para a goleira Mayssa, o duelo contra a Hungria foi o jogo da sua vida. Como se fosse uma final do próprio Mundial ou de uma Olimpíada.

- Isso significa raça, união e tudo que eu falei antes: solidariedade. Essa equipe é muito especial. Vai do Morten (Soubak, técnico), da comissão técnica, até a última jogadora. A equipe é completa e hoje, o tempo todo, a gente sabia que poderia ganhar. Mas sabemos que agora temos de esquecer. Se queremos medalha, temos de continuar fazendo isso aí - disse a goleira.

Mas nem tudo foi festa das jogadoras. Dani Piedade reclamou da deslealdade das húngaras.

- Nós tivemos um torneio onde as húngaras foram muito desleais. A número 7 deu um murro nas costas da Mayara. Ficamos muito doídas com aquilo. Falamos que aqui não vai passar. Aqui é nossa casa, nosso gol e vamos fazer de tudo para elas não passarem. A raiva veio daí. Viemos com muita vontade para acabar com isso - afirmou Dani, lembrando do slogan Raça Brasil, criado ao longo do campeonato.