icons.title signature.placeholder Matheus Babo
07/11/2013
09:37

Se tem um jogador que ganhou espaço com a chegada de Luxemburgo ao Fluminense, este jogador é Rafinha. O volante de 20 anos virou um curinga para o treinador, que chegou a dizer que ele tem "fome de bola" e a trata "como um prato de comida" para definir as características do jogador, que já atuou como volante, lateral-direito, lateral-esquerdo e até atacante aberto pelo lado direito.

- Todas as posições são complicadas. Entrar em campo é sempre difícil, a cada jogo, em cada posição, seja em uma emergência... Para mim, não importa estar em uma ou em outra posição. Importante é estar fechado com o grupo e ajudar a vencer as partidas - disse.

O camisa 37 foi um dos jovens que vem atuando com mais frequência na equipe principal após as mudanças no elenco durante a temporada. Como o time não vem passando por um bom momento, o jogador valoriza o que tem aprendido nesta fase complicada que o time vem passando. Apesar da pouca idade, Rafinha fala como um jogador experiente.

- É verdade. Temos que encarar, né? É uma realidade, não tem como fugir, mas também é uma experiência muito boa para a gente. Quer dizer, muito boa entre aspas. Porque um time como o Fluminense não era para estar disputando posição lá embaixo. O Fluminense é um time de ponta e deve brigar sempre na parte de cima. Mas futebol é isso, temos realidades duras também.

Sobre as cobranças da torcida, Rafinha não acredita que está sendo poupado por ser um prata da casa. Para o jogador, os protestos são contra toda a equipe e nenhum atleta será visado individualmente neste momento. É hora de cobrar todos por resultados e não apenas um.

- Isso não tem nada a ver. Todo mundo está no mesmo barco. O torcedor cobra de um mais do que o outro, mas, no geral, ele cobra mesmo é da equipe como um todo. Acho que nenhum de nós, garatoda ou mais velhos, vamos sair da mira da torcida desse momento difícil. Se eles estão cobrando de um, vão cobrar de todos.