icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
13/12/2013
07:00

O técnico Cuca evita falar muito sobre o Bayern de Munique, até porque o duelo entre o time bávaro e o Atlético-MG não está garantido no Mundial. Mas, em entrevista ao site oficial da Fifa, o comandate do representante sul-americano no Marrocos comentou bastante do atual campeão europeu. De destaque, sua análise do jeito de Guardiola tem em achar características inéditas em alguns jogadores, algo que o brasileiro vê como ponto de proximidade.

- O Guardiola é esperto, né? Ele usa tudo, tudo que pode tirar do jogador. Às vezes ele coloca um jogador numa outra função porque enxerga realmente algo. Eu também procuro fazer isso e às vezes a gente é mal interpretado: se der certo, você é bom; se não, você é o “Professor Pardal”. Aqui no Brasil, então, cai tudo. Mas o Guardiola vê as características do jogador, como está fazendo com o Philip Lahm como segundo volante, ou o (Bastian) Schweinsteiger atuando como primeiro - afirmou o treinador.

Cuca, no Atlético-MG, foi responsável por algumas mudanças de posicionamento de alguns jogadores. Diego Tardelli, por exemplo, é um ponta-direita, posição que o camisa 9 nunca atuou em terras nacionais, tendo mais características de um segundo atacante. Sem R10, Tardelli virou armador, e se saiu muito bem. 

Outra mudança que o treinador fez, através de um olhar mais clínico para as características de jogadores e características da própria proposta de jogo está na lateral esquerda. Lucas Cândido, que sempre foi um garoto da base de destaque do Galo por ser volante com bom porte físico e saída de bola diferente, virou lateral. No Galo, sua altura chamou a atenção e, por ser canhoto, conquistou rapidamente a confiança do chefe.

Ainda sobre o Bayern de Munique, Cuca sabe que o duelo é desigual na parte técnica, até porque o time alemão possui maior capacidade financeira de montagem de elenco. Então, para superar a equipe alemã, Cuca irá trabalhar sobre o futebol sistemático de Pep e Cia.

- A gente tem de estar num dia mágico, perfeito, tudo dar certo para nós e ainda contar que as coisas não deem certo 100% para o Bayern. Aí a gente passa (...) Agora, o que sinto neles é que têm uma maneira sistemática de jogar. E, se a gente trabalhar bem em cima disso, pode ter alguma vantagenzinha.