icons.title signature.placeholder Thiago Fernandes
16/03/2014
08:03

Como zagueiro, Rogério Lourenço se consagrou ao vencer Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Libertadores na década de 1990 pelo Cruzeiro. Agora na condição de técnico do Tombense, ele também tenta trilhar um caminho para o sucesso. Uma vitória sobre o ex-clube, neste domingo, às 16h, no Estádio Antônio Guimarães de Almeida, em Tombos, é um passo importante para a meta do treinador.

O objetivo de Lourenço, neste fim de semana, é colocar o time interiorano na semifinal do Estadual. Para atingir o feito, é necessário torcer por tropeços de Boa Esporte, América-MG e Tupi, além de vencer a Raposa. Embora mire o triunfo, ele ressalta o carinho pelo time do passado.

– Faz parte do futebol. A gente está acostumado com isso. O respeito e o carinho sempre vão existir. Mas profissionalmente cada um vai buscar o melhor para o seu lado. A gente sabe que o Cruzeiro é forte em qualquer situação, não existem reservas e titulares. O Cruzeiro é forte em qualquer situação. Ainda estamos vivos no campeonato e vamos buscar a vitória de qualquer forma. A admiração, o respeito e o carinho são eternos. Isso nunca vai mudar – disse.

Em conversa exclusiva com o LANCE!Net, o atual treinador do Tombense explicou quais são os objetivos do time na temporada, os sonhos na nova profissão e o que espera na disputa contra o Cruzeiro, neste domingo.

Confira, abaixo, o bate-papo de Rogério Lourenço com a equipe de reportagem:
L!Net: Como é o carinho pelo Cruzeiro?
Meu carinho é muito grande pelo Cruzeiro, porque junto com o Flamengo, foi o clube que eu joguei mais tempo. Eu fui para o Cruzeiro em 1994, fiquei até 1995 e, depois, voltei em 1997. Foi um período muito bom. Chegamos à semifinal do Brasileiro em 1995 e fiz parte do grupo que venceu a Copa Libertadores em 1997. Tenho amigos até hoje no clube, tenho carinho pela cidade e tudo isso que faz parte da vida profissional do jogador de futebol. É um momento especial. O Cruzeiro é uma equipe que tenho um carinho especial, até pela estrutura e tranquilidade que dão para os profissionais trabalhar.

L!Net: O que falar da primeira vez que enfrenta o Cruzeiro?
Faz parte do futebol. A gente está acostumado com isso. O respeito e o carinho sempre vão existir. Mas profissionalmente cada um vai buscar o melhor para o seu lado. A gente sabe que o Cruzeiro é forte em qualquer situação, não existem reservas e titulares. O Cruzeiro é forte em qualquer situação. Ainda estamos vivos no campeonato e vamos buscar a vitória de qualquer forma. A admiração, o respeito e o carinho são eternos. Isso nunca vai mudar.

L!Net: Como avalia o trabalho no Tombense?
O trabalho está sendo bem feito. O Campeonato Mineiro, tirando Cruzeiro e Atlético, equipes que estão acima por qualidade do elenco e tradição, não é fácil. As outras dez equipes brigam. Não tem nada definido de rebaixamento, sobre quem classifica. Estou satisfeito no Tombense. É uma equipe que pode ter um nome pequeno, mas tem estrutura e mentalidade de clube grande. Existe todas as condições de trabalhar bem para comissão técnica e jogadores. Vemos o efeito disso nos jogos. As equipes nos respeitam. O próprio Treze-PB veio jogar aqui pela Copa do Brasil e jogou para tentar levar um empate para o segundo jogo. Não tentaram vencer a partida. O trabalho está no caminho certo. Temos que fazer com que os atletas se destaquem e consigam seguir. Estive quase dois anos fora do Brasil, trabalhando na seleção da Arábia Saudita, e é uma grande oportunidade para eu retornar ao mercado e seguir a minha carreira aqui no Brasil.

L!Net: Entra confiante para conseguir a classificação para a semifinal?
Vencer o Cruzeiro é difícil em qualquer situação, seja em casa ou no Mineirão. Não vejo o Cruzeiro com grupo titular ou reserva, até pela qualidade dos atletas que estão no elenco. Não é tarefa fácil, mas vejo a competição em aberto. Estamos motivados e confiantes. Acreditamos que, se conseguirmos a vitória, a gente vai entrar no grupo dos quatro primeiros. Não será fácil para o Boa empatar ou derrotar o Atlético. O Tupi vai ter dificuldades. O América tem que vencer em Poços de Caldas. Pensamos em fazer a nossa parte, buscar a vitória, como temos feito. Temos tudo para conseguir a vaga entre os quatro. Vejo como maior desafio vencer o Cruzeiro.

L!Net: O que você almeja na carreira?
Eu tenho sonhos da mesma forma que tive como jogador. É uma nova etapa. Consegui separar a questão de ex-atleta e treinador. Tenho uma formação de categorias de base muito boa. Trabalhei quase cinco anos nas categorias de base do Flamengo, dois anos e meio na Seleção Brasileira Sub-20. Meu sonho é conseguir chegar a trabalhar em um grande clube, chegar a uma Seleção Brasileira. Fácil não é, mas estou me preparando para isso. Estou passando por uma equipe menor agora, mas o importante é o trabalho ser desenvolvido. Quero ter uma carreira vitoriosa, como tive quando era jogador.

L!Net: Qual o planejamento da diretoria, caso o Tombense não chegue à semifinal?
O Tombense jogou o primeiro Campeonato Mineiro no ano passado e chegou entre os quatro. Tinha se classificado para a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro, mas a diretoria optou por não jogar a Série D. Neste ano já existe uma ideia de programar um calendário para o ano todo, disputar a Série D, dar a oportunidade para atletas que não vêm atuando. É um clube que está numa crescente. Temos como objetivo estar entre as equipes que jogam a Série D. Buscamos também a vaga na Copa do Brasil. É uma mentalidade de equipe grande. Em breve, o Tombense tem tudo para estar nas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro.

L!Net: O que fazer para vencer o Cruzeiro?
Nós temos algumas situações. Temos jogado bem e não estamos definindo os jogos nas oportunidades que temos. Temos que jogar dando o mínimo de chance ao Cruzeiro. É um time que tem qualidade técnica alta e você não pode dar oportunidade para que esses jogadores tenham facilidade em definir. Temos que entrar com uma atenção especial, não é só aquele papo de marcar forte. A equipe tem que entrar concentrada e atenta, sem dar oportunidades para que os jogadores do Cruzeiro consigam jogar. A gente tem que ter a mesma postura de como vinha jogando, tentando imprimir o ritmo da equipe. É um campo que a gente conhece bem. É uma obrigação nossa de ser mais eficiente para fazer o gol. É o que estamos precisando.