icons.title signature.placeholder Walter de Mattos Jr.
12/06/2014
16:41

Mirko, engenheiro mecânico, e Alen, que trabalha com antiguidades, são amantes de verdade do futebol e otimistas. Já foram a três Copas e quatro Eurocopas, não tardam a se vangloriar. Os dois desembarcaram cedo em Guarulhos e às 12h já estavam a caminho de Itaquera, via Metrô, para a abertura da Copa. Era possível sentir, os dois com os braços levantados no trem, que faltou tempo para um chuveiro após as 16h de vôo.

Os fanáticos Croatas estão certos de chegar até as quartas de final, quem sabe repetir 1998, na França, quando chegaram às semifinais na sua primeira participação em mundiais, e caíram por 2 a 1 para os donos da casa e futuros campeões do mundo.

Querem saber, com desdém, se os brasileiros acreditam mesmo na vitória no jogo de daqui a pouco e alegam que os brasileiros têm sorte por a seleção croata não contar com o atacante do Mandzukic, do Bayern, por estar suspenso.

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Aliás, para eles, não é Modric, meia do Madrid e recém-campeão da Europa, o craque do time, mas sim o ausente do Bayern.

Miko e Alen exibem a enorme faixa de apoio à Croácia (Foto: Walter de Mattos Jr. /Lancepress)

Mirko e Alen juntaram cada um 1.600 Euros(R$ 5.500) para esta viagem e se autodeclaram torcedores rústicos, dos que chegam a uma cidade sem hotel para dormir e se viram no hostel (hotel bem simples normalmente usado por jovens) mais barato que conseguem.

Vão somar ao orçamento inicial a venda de camisas antigas com os maiores nomes da história do futebol croata - como Suker. Os amigos torcem para o Hajduk, de Split, e enchem a boca para lembrar o nome da torcida, que é Torcida mesmo, sendo a mais antiga da Europa, e inspirada no nome em português, após a copa de 1950.

A Copa do Mundo é um destes eventos que motivam as pessoas a fazerem loucuras, saírem do seu cotidiano e fazerem história pelo mundo. Depois, contam para os filhos e netos.