icons.title signature.placeholder Maurício Ferro
14/07/2014
12:10

Pensando no recomeço do Campeonato Brasileiro, cada vez mais próximo, o Fluminense treinou cedo nesta segunda-feira. Às 9h o elenco já estava no gramado das Laranjeiras, dividido em três grandes grupos, fazendo um "bobinho" para aquecer, com direito a apenas dois toques na bola.

A atividade prosseguiu até 9h30, quando Cristovão Borges reuniu os atletas no círculo central para uma conversa. Nela, passou instruções e explicitou o que gostaria de ver na atividade seguinte, que consistia em manter a posse de bola e exercitar a compactação do time, principalmente. Havia duas longas fitas brancas que dividiam ao meio cada metade do campo de jogo. O técnico gritava e gesticulava, pedindo movimentação. A marcação foi intensa, sem dar brechas para muitas jogadas; Biro-Biro, porém, conseguiu espaço para dar uma "caneta" em Walter.

O trabalho em campo reduzido acabou evoluindo para um coletivo, que teve início às 10h. As fitas brancas de antes continuaram presentes, ditando o posicionamento correto dos atletas. Ou seja, mantendo a linha de zaga alta, próxima dos meio-campistas.

A surpresa desse trabalho foi a presença de Walter no ataque titular ao lado de Rafael Sobis. Matheus Carvalho, que estava muito cotado para começar jogando na quarta-feira, ficou entre os reservas. Os 11 principais foram escalados da seguinte maneira: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Henrique e Carlinhos; Jean, Cícero, Wágner e Conca; Sobis e Walter.

Cristovão não deixou de orientar a equipe. Quando a marcação pressionava, o treinador apelava que os atletas mantivessem a tranquilidade e não se desfizessem da bola: "Calma, calma. Segura a posse de bola", dizia. O time obedeceu e conseguiu trocar passes, mas as chances de gol foram escassas. Não à toa o resultado não saiu do 0 a 0.

Em meio às intruções do comandante tricolor, Diguinho apareceu no gramado. O volante se recupera de lesão e deu lugar a Cícero no time principal. Por conta disso, o jogador ex-Santos fará sua reestreia mais cedo do que era esperado quando assinou contrato com o Flu e decretou seu retorno às Laranjeiras.

Durante certa altura, Cristovão paralisou o jogo e treinou bolas paradas. Ele pediu que Biro-Biro repetisse cobranças de falta. Depois, solicitou que se direcionasse para o escanteio e fizesse o mesmo. O técnico conversava e ajustava o posicionamento, tanto do ataque quanto da defesa.

Se ensaiou bola parada de um lado do gramado, o comandante do Flu fez o mesmo na outra metade do campo. Rafael Sobis foi o encarregado de realizar as cobranças. As oportunidades de gol seguiram sendo mínimas, e após uma desvio perigoso de cabeça, que fez a bola passar rente à trave, o treinador encerrou o coletivo.

Para fechar a manhã de treinamentos, Cristovão comandou um treino de cruzamentos e finalizações em um lado do campo. No outro, Rafael Sobis, Wágner, Conca, Fabricio e Jean ficaram cobrando faltas. Nas duas atividades, o desempenho foi bastante abaixo da média.