icons.title signature.placeholder Kaíque Ferreira
10/12/2013
11:36

Dos campos de terra humildes aos gramados internacionais. Um cenário comum a muitos garotos serviu de palco para Rildo antes do atacante se tornar profissional. Orgulho da Comunidade Colina, na Zona Leste de São Paulo, o jogador passou por adversidades e chamou a atenção de empresários enquanto atuava no Noroeste da Vila Formosa, na Copa Kaiser de 2009.

Segundo os relatos, foi após um jogo contra o Ajax, da Vila Rica, que o jogador despertou o interesse dos olheiros, que lhe ofereceram um teste no Fernandópolis. Aprovado, viu a sua vida mudar.

Os moradores da região relatam que Rildo sempre se destacou nos terrões. O temperamento explosivo em campo acabou dosado com o tempo. Mas é bom alertá-lo.

– Ele é muito bom, nasceu aqui e não saía mais. Vem para cá em finais de semana e festas. Na Argentina, os caras são catimbeiros, então, Rildo, vá na manha – aconselha Emerson Souza, que ajuda a montar o elenco do Noroeste.

Na várzea, muito antes de Leonardo, seu parceiro de ataque se chamava Carlão, que também se tornou profissional. Modesto, Rildo gastava o tempo na infância com os amigos jogando futebol na rua, ou descalço ou com uma chuteira desgastada de tanto usá-la.

Nesta quarta-feira, o ilustre morador conta com o apoio da Colina, que veste as cores alvinegras e faz mais pressão dos que os argentinos.

– Todo mundo aqui é Ponte Preta. É o orgulho! Saiu daqui e hoje está brilhando no futebol – disse Paulo César, presidente do Noroeste.