icons.title signature.placeholder Marcio Porto
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10/07/2013
15:46

Robinho não é unanimidade dentro da cúpula do Santos e também entre ídolos do clube. Quem provavelmente tem a opinião mais contrária ao retorno do Rei do Drible é o ex-atacante Coutinho, famoso por formar a maravilhosa dupla com Pelé na fase mágica do Peixe. Durante evento para lançamento do novo vestiário da Vila Belmiro, nesta quarta-feira, Coutinho detonou o jogador do Milan (ITA) e se posicionou totalmente contra seu retorno.

- Nem me fale dele, para mim ficará lá no Milan mesmo. Não vai resolver nada. Um jogador que saiu pelas portas do fundo não merece respeito. Ainda mais pelo exagero que está pedindo, por mim não voltaria - disparou o ex-atacante, citando a saída conturbada de Robinho do Santos em 2005, quando forçou para poder jogar pelo Real Madrid (ESP).

Coutinho ainda foi além, ignorou a primeira volta do jogador em 2010, quando foi campeão paulista e da Copa do Brasil ao lado de Neymar e Ganso e questionou a condição de ídolo do Pedalada.

- É ídolo de quem? Seu? Meu é que não é. Ele não voltou bem em 2010. Apenas preencheu algumas coisas. Faz muito tempo que não joga. Vejo futebol muito diferente - declarou, pedindo para encerrar a conversa sobre o atacante.

O eterno parceiro de Pelé é famoso por opiniões polêmicas e geralmente discordar da maioria. Coutinho também não se entusiasma com Neymar e já fez duas críticas ao comportamento cai-cai do agora jogador do Barcelona.

- Também não é meu ídolo. É um bom jogador, mas não é ídolo. Meu ídolo é Pelé - afirmou Coutinho, entre um gole ou outro de cerveja oferecida no evento promovido pelo Santos.

Além do ex-atacante, outros cínco ex-jogadores do clube participaram do evento. O ex-ponta esquerda Pepe é o que tem opinião mais semelhante, embora muito mais amena. Pepe revelou sentimentos distintos quanto à volta de Robinho.

- Como treinador, gostaria muito de tê-lo. Mas, como dirigente, acho que não o contrataria dentro dos valores que está pedindo - afirmou.

Mengálvio, que também compôs a famosa equipe das décadas de 60 e 70 do Santos, ficou em cima do muro.

- Que é um grande jogador é, mas não estou participando de nada, então não sei o que falar. Não posso falar nada - disse.

Mais otimista, o ex-volante Clodoaldo, campeão do mundo com a Seleção em 1970, citou o benefício que Robinho traria aos jogadores mais novos, mas também fez ressalva quanto aos valores da negociação.

- Tem os dois lados. A curto prazo, tem a valorização que daria aos moleques, a ajuda a esses meninos, que ganhariam muito jogando com o Robinho. Mas o Santos não vai fazer loucuras e nem pode. Precisa analisar bem - declarou Clodoaldo.

O também ex-volante Lima, da geração anterior a de Clodoaldo, rasga elogios ao atacante, que foi seu jogador no tempo em que esteve à frente de categorias de base. Lima fala com um sentimento praticamente de pai.

- Sempre fui a favor da volta do Robinho. Espero que possa ser feito o esforço para trazê-lo. Mas o clube tem de saber o que é viável. Para a molecada, é sensacional. Tem de ter uma referência e o Robinho é essa referência. Acompanhei ele desde o início e foi um filho para a gente aqui - afirmou o ex-jogador.

O acordo com o Milan ficou mais próximo após os rossoneros aceitarem vender Robinho por 7 milhões de euros (cerca de R$ 20 mi) à vista. No entanto, os valores e condições exigidos pelo atacante atrapalham o acerto.

Para voltar, o Rei do Drible pediu um preparador físico particular, que deve ser seu amigo Fabio Galan, um camarote na Vila Belmiro e o pagamento de comissões a seu pai e sua advogada, Marisa Alija Ramos. O Santos calcula que o "pacote", com salários e impostos, deve custar R$ 2 milhões por mês. A decisão, segundo o próprio clube, sai nesta quarta-feira.

Robinho não é unanimidade dentro da cúpula do Santos e também entre ídolos do clube. Quem provavelmente tem a opinião mais contrária ao retorno do Rei do Drible é o ex-atacante Coutinho, famoso por formar a maravilhosa dupla com Pelé na fase mágica do Peixe. Durante evento para lançamento do novo vestiário da Vila Belmiro, nesta quarta-feira, Coutinho detonou o jogador do Milan (ITA) e se posicionou totalmente contra seu retorno.

- Nem me fale dele, para mim ficará lá no Milan mesmo. Não vai resolver nada. Um jogador que saiu pelas portas do fundo não merece respeito. Ainda mais pelo exagero que está pedindo, por mim não voltaria - disparou o ex-atacante, citando a saída conturbada de Robinho do Santos em 2005, quando forçou para poder jogar pelo Real Madrid (ESP).

Coutinho ainda foi além, ignorou a primeira volta do jogador em 2010, quando foi campeão paulista e da Copa do Brasil ao lado de Neymar e Ganso e questionou a condição de ídolo do Pedalada.

- É ídolo de quem? Seu? Meu é que não é. Ele não voltou bem em 2010. Apenas preencheu algumas coisas. Faz muito tempo que não joga. Vejo futebol muito diferente - declarou, pedindo para encerrar a conversa sobre o atacante.

O eterno parceiro de Pelé é famoso por opiniões polêmicas e geralmente discordar da maioria. Coutinho também não se entusiasma com Neymar e já fez duas críticas ao comportamento cai-cai do agora jogador do Barcelona.

- Também não é meu ídolo. É um bom jogador, mas não é ídolo. Meu ídolo é Pelé - afirmou Coutinho, entre um gole ou outro de cerveja oferecida no evento promovido pelo Santos.

Além do ex-atacante, outros cínco ex-jogadores do clube participaram do evento. O ex-ponta esquerda Pepe é o que tem opinião mais semelhante, embora muito mais amena. Pepe revelou sentimentos distintos quanto à volta de Robinho.

- Como treinador, gostaria muito de tê-lo. Mas, como dirigente, acho que não o contrataria dentro dos valores que está pedindo - afirmou.

Mengálvio, que também compôs a famosa equipe das décadas de 60 e 70 do Santos, ficou em cima do muro.

- Que é um grande jogador é, mas não estou participando de nada, então não sei o que falar. Não posso falar nada - disse.

Mais otimista, o ex-volante Clodoaldo, campeão do mundo com a Seleção em 1970, citou o benefício que Robinho traria aos jogadores mais novos, mas também fez ressalva quanto aos valores da negociação.

- Tem os dois lados. A curto prazo, tem a valorização que daria aos moleques, a ajuda a esses meninos, que ganhariam muito jogando com o Robinho. Mas o Santos não vai fazer loucuras e nem pode. Precisa analisar bem - declarou Clodoaldo.

O também ex-volante Lima, da geração anterior a de Clodoaldo, rasga elogios ao atacante, que foi seu jogador no tempo em que esteve à frente de categorias de base. Lima fala com um sentimento praticamente de pai.

- Sempre fui a favor da volta do Robinho. Espero que possa ser feito o esforço para trazê-lo. Mas o clube tem de saber o que é viável. Para a molecada, é sensacional. Tem de ter uma referência e o Robinho é essa referência. Acompanhei ele desde o início e foi um filho para a gente aqui - afirmou o ex-jogador.

O acordo com o Milan ficou mais próximo após os rossoneros aceitarem vender Robinho por 7 milhões de euros (cerca de R$ 20 mi) à vista. No entanto, os valores e condições exigidos pelo atacante atrapalham o acerto.

Para voltar, o Rei do Drible pediu um preparador físico particular, que deve ser seu amigo Fabio Galan, um camarote na Vila Belmiro e o pagamento de comissões a seu pai e sua advogada, Marisa Alija Ramos. O Santos calcula que o "pacote", com salários e impostos, deve custar R$ 2 milhões por mês. A decisão, segundo o próprio clube, sai nesta quarta-feira.