icons.title signature.placeholder Luis Fernando Ramos
05/02/2015
14:42

A primeira bateria de testes da pré-temporada encerrou com Kimi Raikkonen registrando o melhor tempo da semana (1m20s841), confirmando uma semana produtiva para o time italiano. Na soma dos quilômetros rodados, a Mercedes ficou muito à frente do resto, confirmando a impressão de que deve repetir em 2015 a supremacia do ano passado. Mas há muito mais lições nesta primeira semana de atividades de pista da F-1.

QUEM IMPRESSIONOU

FERRARI

Kimi Raikkonen foi o mais rápido da semana em Jerez de la Frontera (Foto: Jorge Guerrero/AFP)

O time italiano encerra os testes com a moral em alta após marcar o melhor tempo em três das quatro sessões realizadas e ser a única equipe a registrar voltas na casa de 1min20s. Ainda que os principais rivais não estejam dando o máximo, a performance dos carros vermelhos chamou a atenção em Jerez.

SAUBER

Felipe Nasr liderou terceiro dia de testes e causou boa impressão (Foto: Divulgação/Sauber)

O time suíço ficou todos os dias nas primeiras posições da folha de tempos, especialmente pelo trabalho de seus pilotos com o composto macio dos pneus Pirelli. Mais que os tempos, a Sauber comemora a extensa quilometragem acumulada por Felipe Nasr e Marcus Ericsson e sai de Jerez com a certeza de que o C34 é muito melhor que o problemático modelo do ano passado.

MERCEDES

A Mercedes foi a equipe que mais ganhou quilometragem na primeira parte da pré-temporada (Foto: Jorge Guerrero/AFP)

Ainda que não tenha exercido no cronômetro o domínio de 2014, a Mercedes encerra a primeira bateria de testes percorrendo o equivalente a 7,5 GPs - um feito incrível e uma amostra da confiabilidade do carro novo. Mais do que isso, os tempos de volta obtidos nos long runs foram bem superiores que os dos adversários. Um sinal de que basta tirar gasolina do tanque para ocupar o topo da folha de tempos.

QUEM FEZ O ESPERADO

WILLIAMS

Valtteri Bottas guia o novo carro da Williams no circuito de Jerez (Foto: Divulgação/Williams)

O time se mostra bastante confiante com o FW37, tendo focado principalmente em refinar a aerodinâmica e a mecânica do modelo. Mas sofreu um pouco mais que alguns adversários com problemas de confiabilidade, o que é normal neste estágio. Em termos de performance, a Williams ainda não mostrou o que o carro pode.

TORO ROSSO

Toro Rosso competirá em 2015 com dois calouros no volante (Foto: Jorge Guerrero/AFP)

A melhor receita para uma equipe com dois estreantes é acumular o máximo de quilometragem possível e foi o que a Toro Rosso fez em Jerez - apenas no primeiro dia, o carro passou tempo demais nos boxes para solucionar problemas. Além de treinar os meninos, o time também sai de Jerez como a principal referência para os engenheiros da Renault avaliarem as novidades no V6 da marca. Só faltaram voltas voadoras.


LOTUS

A Lotus andou em três dos quatro dias de testes na Espanha (Foto: Jorge Guerrero/AFP)

Com o carro ficando pronto na última hora, o time perdeu o primeiro dia de testes. O segundo era só para ser um ‘shakedown’, mas a coisa funcionou tão a contento que a Lotus passou a acelerar o cronograma previsto para Jerez. Não fez nenhuma volta rápida para encher os olhos, mas o ânimo dos pilotos com o E23 indica que há potencial ali.


QUEM DECEPCIONOU

RED BULL

Red Bull chamou a atenção em Jerez. Mas só pela pintura do carro que levou aos treinos (Foto: AFP)

Claro, se compararmos com o desastroso teste de Jerez no ano passado, foi uma maravilha. Mas o time perdeu tempo demais nos boxes resolvendo questões relativas ao motor - vale lembrar que o desenho de seus carros é tradicionalmente radical quanto à colocação da unidade de potência e leva tempo para acondicionar tudo sem problemas num espaço reduzido. Dá para solucionar até a próxima bateria de testes em Barcelona, mas já há terreno para recuperar.

McLAREN

McLaren enfrentou diversos problemas para colocar seu carro na pista (Foto: Jorge Guerrero/AFP)

Problemas já eram esperados. Com os novos Honda V6, o time passa pelo que todos passaram no primeiro teste do ano passado. Demora um tempo até solucionar todos os quesitos que envolvem o funcionamento de um sistema tão complexo como as unidades de potência da F-1 atual. A semana em Jerez indica que a pré-temporada será um jogo de tentativa e erro neste sentido. Refinar as características do carro é algo que deve ficar para os primeiros GPs do ano.