icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
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27/07/2013
07:07

Se perguntar para dez pessoas sobre qual será o resultado do clássico Corinthians x São Paulo, que será disputado neste domingo à tarde, no Pacaembu, é bem provável que as dez apostem numa vitória da equipe de Tite. Algumas, inclusive, falariam em goleada...

Além de jogar com o apoio da torcida, o Timão terá sua equipe titular descansada – não atuou no meio de semana. Isso sem falar no bom momento após dois títulos, sendo que nas duas conquistas passou por cima do rival tricolor. Porém é teoria. Na prática, Paulo André, Ralf, Danilo, Emerson & Cia. sabem que não é bem assim. E protagonizaram dois exemplos disso.

O Corinthians de Tite viveu duas situações que provam a necessidade de respeito e dedicação. Duas situações em que estava por baixo, era considerado derrotado ainda na véspera do clássico e, quando a bola rolou, não foi bem assim. Ambos na temporada 2011.

A primeira foi no Paulistão. Após ser eliminado pelo Tolima, sem Ronaldo e Roberto Carlos, afastados, o Alvinegro encarou o Palmeiras como visitante. O palmeirense foi ao mesmo estádio do jogo de amanhã com a certeza que venceria e derrubaria Tite. A equipe se superou, venceu por 1 a 0 e estancou a forte crise. Era o pior momento após o rebaixamento (2007).

No Brasileirão, mais uma prova de que não se ganha na véspera. Nesse caso, não se perde. O Corinthians foi ao Morumbi encarar o líder São Paulo após duas derrotas e confuso fora de campo (veja ao lado). Era a chance de goleada, diziam os torcedores tricolores. A equipe de Tite jogou para não perder, empatou sem gols, segurou o rival na tabela e, no fim de semana, retomaria a liderança para não perder mais. Para Tite, aquele virou a partida emblemática do Penta!

OS EXEMPLOS:

Primeira crise após a Série B

O Corinthians disputou o clássico contra o Palmeiras diante de um cenário até então inédito depois do rebaixamento. Era o momento de maior turbulência no Parque São Jorge desde que a equipe caiu para a Segunda Divisão. O estopim foi a eliminação para o Tolima na primeira fase da Copa Libertadores, três dias antes do Dérbi. Na volta ao Brasil, protestos e mais protestos por parte de alguns torcedores, com direito a apedrejamento de carros dos funcionários e do ônibus da delegação na véspera do duelo com o maior rival. Além disso, Ronaldo e Roberto Carlos foram afastados pela comissão técnica. Julio Cesar fez milagres, Alessandro marcou no final e o clima amenizou.

Pontinho de ouro

Mais de 45 mil são-paulinos foram ao Morumbi com a certeza de que a equipe não apenas venceria, como poderia humilhar o rival. A confiança estava na situação do Corinthians, que chegava superpressionado. A começar pelos resultados. Derrota para Fluminense (fora) e Santos, em casa, com direito a protesto da torcida organizada no estacionamento do Pacaembu, pedindo a saída de Tite. Para piorar, após o revés, Adriano faltou ao treino e o clube se viu obrigado a externar no site oficial. Na véspera da partida, mais confusão com a saída da concentração por parte de Chicão, inconformado com a reserva. O Corinthians jogou fechado, segurou o 0x0, não deixou o rival abrir na tabela, estancou a crise e partiu para o 5 título do BR.

Bate-Bola

Tite
Treinador do Corinthians, em entrevista coletiva ontem no CT

‘O exemplo pós-Tolima é para se usar em preleção’

O que representa os jogos contra Palmeiras e São Paulo de 2011?
O exemplo pós-Tolima é para se usar em preleção, é um gancho. Tem que mostrar que a grandeza das equipes está acima de tudo. Esse melhor momento nosso é incontestável, claro, mas na hora que apitar e a bola rolar, é tudo igual. Não tem como (ser diferente).

Como trabalhar o favoritismo do Corinthians diante do rival tricolor?
O Corinthians já passou por adversidade também. Isso não dá absolutamente nenhum favoritismo. Voltando da (eliminação para o) Tolima, a gente tinha o Palmeiras bem para caramba. Técnico da seleção (Luiz Felipe Scolari), mobilizado, toda a torcida. Vai o Corinthians lá, naquele momento e vencemos por 1 a 0. Clássicos não têm favoritismo. É só antes da bola rolar. A grandeza dos dois clubes prevalece nesse aspecto.

Dá para dizer que seria melhor enfrentar um adversário em melhores condições? Ficaria mais dividido?
Sim [seria melhor sem crise], curto e grosso. Dividem-se as responsabilidades pela grandeza. O Corinthians tem de fazer, tem de jogar. Fica pendendo para o nosso lado. Tem de saber jogar com pressão.

Corinthians, neste momento, é o 13 colocado do Brasileirão. A posição incomoda ou é relevada por estar no começo da competição?
Claro que sim. Essa é nossa busca, temos de retomar um padrão, temos de fazer uma aproximação às equipes do bloco de cima. Desempenho bom, como jogos marcantes que tivemos, é o queremos e buscamos a partir e agora.

Tite prega respeito ao São Paulo e lembra Dérbi pós-Tolima


Se perguntar para dez pessoas sobre qual será o resultado do clássico Corinthians x São Paulo, que será disputado neste domingo à tarde, no Pacaembu, é bem provável que as dez apostem numa vitória da equipe de Tite. Algumas, inclusive, falariam em goleada...

Além de jogar com o apoio da torcida, o Timão terá sua equipe titular descansada – não atuou no meio de semana. Isso sem falar no bom momento após dois títulos, sendo que nas duas conquistas passou por cima do rival tricolor. Porém é teoria. Na prática, Paulo André, Ralf, Danilo, Emerson & Cia. sabem que não é bem assim. E protagonizaram dois exemplos disso.

O Corinthians de Tite viveu duas situações que provam a necessidade de respeito e dedicação. Duas situações em que estava por baixo, era considerado derrotado ainda na véspera do clássico e, quando a bola rolou, não foi bem assim. Ambos na temporada 2011.

A primeira foi no Paulistão. Após ser eliminado pelo Tolima, sem Ronaldo e Roberto Carlos, afastados, o Alvinegro encarou o Palmeiras como visitante. O palmeirense foi ao mesmo estádio do jogo de amanhã com a certeza que venceria e derrubaria Tite. A equipe se superou, venceu por 1 a 0 e estancou a forte crise. Era o pior momento após o rebaixamento (2007).

No Brasileirão, mais uma prova de que não se ganha na véspera. Nesse caso, não se perde. O Corinthians foi ao Morumbi encarar o líder São Paulo após duas derrotas e confuso fora de campo (veja ao lado). Era a chance de goleada, diziam os torcedores tricolores. A equipe de Tite jogou para não perder, empatou sem gols, segurou o rival na tabela e, no fim de semana, retomaria a liderança para não perder mais. Para Tite, aquele virou a partida emblemática do Penta!

OS EXEMPLOS:

Primeira crise após a Série B

O Corinthians disputou o clássico contra o Palmeiras diante de um cenário até então inédito depois do rebaixamento. Era o momento de maior turbulência no Parque São Jorge desde que a equipe caiu para a Segunda Divisão. O estopim foi a eliminação para o Tolima na primeira fase da Copa Libertadores, três dias antes do Dérbi. Na volta ao Brasil, protestos e mais protestos por parte de alguns torcedores, com direito a apedrejamento de carros dos funcionários e do ônibus da delegação na véspera do duelo com o maior rival. Além disso, Ronaldo e Roberto Carlos foram afastados pela comissão técnica. Julio Cesar fez milagres, Alessandro marcou no final e o clima amenizou.

Pontinho de ouro

Mais de 45 mil são-paulinos foram ao Morumbi com a certeza de que a equipe não apenas venceria, como poderia humilhar o rival. A confiança estava na situação do Corinthians, que chegava superpressionado. A começar pelos resultados. Derrota para Fluminense (fora) e Santos, em casa, com direito a protesto da torcida organizada no estacionamento do Pacaembu, pedindo a saída de Tite. Para piorar, após o revés, Adriano faltou ao treino e o clube se viu obrigado a externar no site oficial. Na véspera da partida, mais confusão com a saída da concentração por parte de Chicão, inconformado com a reserva. O Corinthians jogou fechado, segurou o 0x0, não deixou o rival abrir na tabela, estancou a crise e partiu para o 5 título do BR.

Bate-Bola

Tite
Treinador do Corinthians, em entrevista coletiva ontem no CT

‘O exemplo pós-Tolima é para se usar em preleção’

O que representa os jogos contra Palmeiras e São Paulo de 2011?
O exemplo pós-Tolima é para se usar em preleção, é um gancho. Tem que mostrar que a grandeza das equipes está acima de tudo. Esse melhor momento nosso é incontestável, claro, mas na hora que apitar e a bola rolar, é tudo igual. Não tem como (ser diferente).

Como trabalhar o favoritismo do Corinthians diante do rival tricolor?
O Corinthians já passou por adversidade também. Isso não dá absolutamente nenhum favoritismo. Voltando da (eliminação para o) Tolima, a gente tinha o Palmeiras bem para caramba. Técnico da seleção (Luiz Felipe Scolari), mobilizado, toda a torcida. Vai o Corinthians lá, naquele momento e vencemos por 1 a 0. Clássicos não têm favoritismo. É só antes da bola rolar. A grandeza dos dois clubes prevalece nesse aspecto.

Dá para dizer que seria melhor enfrentar um adversário em melhores condições? Ficaria mais dividido?
Sim [seria melhor sem crise], curto e grosso. Dividem-se as responsabilidades pela grandeza. O Corinthians tem de fazer, tem de jogar. Fica pendendo para o nosso lado. Tem de saber jogar com pressão.

Corinthians, neste momento, é o 13 colocado do Brasileirão. A posição incomoda ou é relevada por estar no começo da competição?
Claro que sim. Essa é nossa busca, temos de retomar um padrão, temos de fazer uma aproximação às equipes do bloco de cima. Desempenho bom, como jogos marcantes que tivemos, é o queremos e buscamos a partir e agora.

Tite prega respeito ao São Paulo e lembra Dérbi pós-Tolima