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25/07/2014
20:14

Rivais, sim. Mas não por isso inimigos. A relação de Mano Menezes e Ricardo Gareca antes do clássico entre Corinthians e Palmeiras, que acontece às 16h deste domingo, na Arena Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, não poderia ser melhor. Na véspera do duelo, as palavras foram elogiosas dos dois lados.

O treinador do Timão lembrou dos tempos de Gareca como jogador, quando se destacou entre o fim da década de 70 e o início da década de 90 principalmente por Boca Juniors, River Plate e Vélez Sarsfield. Ele também disse esperar que o colega de profissão colabore com o futebol brasileiro.

- Conheci o Gareca como jogador de futebol, foi um ótimo jogador, jogou nos principais clubes da Argentina, e jogou muito bem. Pela proximidade, eu morava perto, e os gaúchos têm uma simpatia pelo povo da América do Sul (risos)... Às vezes até somos gozados por isso, por ter o sonho de pertencer a eles, mas não é, a gente gosta do Brasil (risos). Depois eu acompanhei o trabalho dele no Vélez como técnico, fez um excelente trabalho. Ele está iniciando o trabalho no Palmeiras, espero que trazendo novas ideias, nova metodologia. Que ele colabore muito com o futebol brasileiro. Esse sempre deve ser um objetivo do profissional, quando ele sai do seu país e vai trabalhar fora, seja jogador ou técnico - disse Mano Menezes, nesta sexta-feira.

O argentino, que chegou antes da Copa do Mundo e tem duas derrotas (Santos e Cruzeiro) e uma vitória (Avaí) à frente da equipe alviverde, também falou sobre o corintiano.

- Eu penso que Menezes é um técnico muito importante, dirigiu a seleção nacional. Penso que o trabalho dos treinadores brasileiros é muito bom. Santos, Cruzeiro, Avaí eram times muito bem organizados taticamente. O trabalho dos times que enfrentamos me pareceu muito bom. Nós temos que melhorar bastante, partida a partida. Considero que vamos conseguir, vamos melhorar para conseguir coisas no futuro - disse El Flaco, que respondeu com um "muito obrigado" ao saber que Mano o havia elogiado.

Segundo Mano, Gareca vive situação semelhante à que ele viveu no início desta temporada, quando remontou o elenco do Corinthians após a saída de Tite no fim do ano passado. O Timão sofreu no primeiro semestre e foi eliminado do Paulistão ainda na primeira fase, de forma precoce. Já o argentino tenta mudar o que não vinha dando certo com Gilson Kleina.

- (O Palmeiras) Está oscilando porque mudou bastante. Quando muda muito, não tem jeito. Era o que eu estava falando até pouco tempo atrás do Corinthians. A transformação grande fez com que a equipe oscilasse muito. O rendimento não estava de acordo com a expectativa. Mas esse tipo de jogo é especial, pela rivalidade, pela tradição... É um clássico grandioso, a tendência é emparelhar as forças - disse o corintiano.